qua, 12 de agosto de 2026

Galpão de reciclagem é interditado pela segunda vez por fraudes e trabalho infantil em Birigui

Uma grande força-tarefa mobilizou fiscais e forças de segurança na tarde desta quinta-feira para lacrar, pela segunda vez, um galpão de materiais recicláveis que funcionava de forma clandestina em Birigui, no interior de São Paulo. O estabelecimento, que processava resíduos plásticos vindos de granjas para revendê-los à indústria, foi alvo de uma operação após moradores da vizinhança denunciarem um mau cheiro insuportável vindo do local. Ao chegarem ao endereço, as autoridades constataram que a empresa ignorou uma ordem de fechamento emitida ainda em 2023 e continuava operando ilegalmente, cometendo uma série de crimes ambientais, comerciais e trabalhistas.

A operação para conter as atividades ilegais contou com a participação de diversos órgãos, incluindo a Guarda Civil Municipal, a Polícia Civil, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), além de fiscais municipais de Meio Ambiente, Tributação e do Ministério do Trabalho e Emprego. No galpão, técnicos da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) também deram apoio e constataram que o local funcionava utilizando os populares “gatos”, que são ligações clandestinas para o furto de água e energia elétrica. No âmbito trabalhista, a situação encontrada foi grave, com funcionários trabalhando sem qualquer registro na carteira de trabalho e a presença de um menor de idade exercendo funções no local.

Diante do flagrante de desrespeito à lei, as equipes interromperam as atividades imediatamente, lacraram o galpão mais uma vez e removeram o relógio de energia para garantir que as máquinas não voltem a funcionar. O proprietário da empresa chegou a aparecer no local durante o início da fiscalização, mas fugiu antes que os trabalhos fossem concluídos, deixando para trás apenas o advogado da firma, que se recusou a dar declarações à imprensa.

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