Duas escolas municipais seguem fechadas desde o início do ano letivo devido aos estragos causados pela chuva de granizo.
Os estudantes da rede municipal de Palmeira D’Oeste (SP) estão há duas semanas sem aulas devido aos estragos provocados pela forte chuva de granizo que atingiu a cidade em novembro de 2025.
Segundo a prefeitura, alguns imóveis foram danificados, incluindo prédios como as instituições de ensino do município. O início do ano letivo foi prejudicado, pois as escolas Disnei Antônio Monzani e Minervina Barbara Cardoso tiveram danos graves, como teto quebrado e salas com infiltrações.
Em entrevista à TV TEM, o Secretário Municipal da Educação, Marcus Vinícius Guarnieri da Silva, afirmou que a reforma das instituições depende da liberação de verba estadual.
“Fizemos todos os trâmites para poder reformar os prédios com a ajuda do governo do estado de São Paulo, porém, até o momento, nós não tivemos a assinatura do convênio. Estamos aguardando a liberação do recurso, para que possamos fazer o reparo completo do prédio, não somente o telhado, mas todos os espaços que foram prejudicados com a chuva de granizo”, explica o secretário.
O município informou que não possui recursos próprios para os reparos, pois precisou arcar com outros gastos, como consertos em postos de saúde e outros prédios públicos danificados pelo temporal. Como medida paliativa, parte dos alunos foi realocada para outros espaços, como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), onde 130 estudantes da Minervina Barbara Cardoso estão assistindo às aulas, além de um prédio alugado pela prefeitura, que até 2025 sediava uma escola particular.
Como alternativa emergencial, os pedagogos estão disponibilizando atividades remotas e mantendo contato com os alunos pela internet. A professora Ana Maria Barbosa relata que utiliza videochamadas para acompanhar o rendimento dos estudantes.
“Eu achei melhor fazer por videochamada, pois estou fazendo transmissão ao vivo com as crianças para eles terem um melhor rendimento. Às vezes, alguns alunos não têm acesso ao telefone porque a mãe trabalha fora e isso dificulta, mas, mesmo assim, eu envio a atividade pelo WhatsApp”, conta.
A prefeitura reforça que segue trabalhando para retomar as atividades presenciais no prédio alugado, após a realização de reformas e pintura. O poder público também aguarda a liberação da Diretoria de Ensino de Jales (SP) para o retorno das aulas. A previsão é que as atividades sejam retomadas no início da próxima semana, segundo a Secretaria de Educação. O prefeito Valdir Semensati diz que a situação afeta não só a formação dos alunos, mas a rotina das famílias.
“O nosso principal objetivo são os alunos, mas não esquecemos que a maioria dos pais programa a sua vida profissional diante do horário da escola. É uma preocupação nossa que as aulas voltem o mais rápido possível pela qualidade do ensino dos alunos e pelo transtorno que está causando na rotina das famílias”, explica.
Para a reforma das escolas, o município afirma que solicitou apoio à Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e enviou os projetos pedindo a liberação da verba. O órgão informou que recebeu os documentos, mas que eles precisam de adequações para aprovação e liberação do recurso e que não há uma data definida.












