qua, 12 de agosto de 2026

Estudante de veterinária está entre os presos em esquema de venda ilegal de sangue de gatos

A Polícia Civil investiga um esquema ilegal de coleta e venda de sangue de gatos para uma clínica
veterinária de São José do Rio Preto (SP). Cinco pessoas são suspeitas de envolvimento — entre elas,
um estudante de veterinária de Bady Bassitt, que foi preso em flagrante no último sábado, dia 4.


O grupo é investigado por maus-tratos a animais e exercício ilegal da profissão. Com eles, foram
apreendidas aproximadamente 100 ampolas de sangue felino.


Segundo a Prefeitura de Monte Alto (SP), sete gatos e um cachorro foram resgatados na residência
usada para a extração clandestina do sangue. Os animais foram encaminhados para atendimento
veterinário e devem ser colocados para adoção.


A ação começou após uma denúncia feita por uma moradora, que recebeu uma mensagem oferecendo
R$ 50 por animal para retirada de sangue. A denunciante fingiu interesse, obteve o endereço e acionou
a Guarda Civil Municipal.


No local, as equipes encontraram seis gatos desacordados, equipamentos veterinários e frascos com
sangue já coletado. Nenhum dos presentes tinha formação em medicina veterinária ou autorização legal.

Suspeitos e investigação:


Foram presas três pessoas:
C.F.T., 37 anos — estudante de veterinária, de Bady Bassitt;
S.R.O., 50 anos — aposentada, de Monte Alto;
A.A.A.R., 42 anos — empregada doméstica, de Monte Alto.


Os suspeitos foram encaminhados à Cadeia Pública de Pradópolis. As duas mulheres foram liberadas
após audiência de custódia, mas o estudante segue preso — o flagrante foi convertido em prisão
preventiva.


Outros dois investigados, um operador de Bady Bassitt e um autônomo de Rio Preto, prestaram
depoimento e respondem em liberdade.


Segundo a Polícia Civil, os envolvidos afirmaram trabalhar como freelancers para uma clínica veterinária
de Rio Preto, que teria encomendado o sangue para uso comercial. A investigação busca comprovar
essa relação.


Outro lado

Em nota, a clínica de Rio Preto informou que “repudia veementemente qualquer forma de maus-tratos a
animais” e negou envolvimento com práticas ilegais. Afirmou que a coleta de sangue animal é comum e
legal no país, obedecendo normas do Conselho Federal de Medicina Veterinária e da legislação de
proteção animal.


A defesa declarou ainda confiar no devido processo legal e disse estar à disposição das autoridades
para colaborar com a investigação.


O caso segue em apuração pela Delegacia de Monte Alto, com apoio do Plantão Policial de Jaboticabal. Gazeta do Interior.

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