qua, 12 de agosto de 2026

Estado de São Paulo atinge menores índices de roubos da história no início de 2026

O estado de São Paulo registrou uma marca histórica na segurança pública durante o primeiro bimestre de 2026. De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), todas as modalidades de roubo monitoradas atingiram os menores patamares desde o início da série histórica. Entre janeiro e fevereiro, foram contabilizadas 26.462 ocorrências, o que representa uma redução de 24% em comparação ao mesmo período do ano passado. O balanço aponta ainda que crimes específicos, como roubos a bancos, foram totalmente zerados no período.

A queda nos indicadores foi sentida de forma abrangente em diversas categorias. Os roubos de veículos, por exemplo, recuaram quase 40%, enquanto os roubos de carga tiveram uma diminuição de 32,7%. Crimes contra a vida também apresentaram reduções significativas: os homicídios dolosos caíram 11,3% e os latrocínios, que são os roubos seguidos de morte, tiveram uma queda expressiva de 57%. O secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, atribuiu esses resultados à atuação das forças policiais orientada por dados e ao fortalecimento do combate ao crime organizado.

A melhora nos índices de segurança foi observada em todo o estado, abrangendo a capital, a região metropolitana e o interior. Na cidade de São Paulo, o destaque ficou para a redução de 20% nos roubos de celulares, o que significa que mais de duas mil pessoas deixaram de ser vítimas desse crime nos dois primeiros meses do ano. No interior, os roubos de carga chegaram ao nível mais baixo registrado desde 2001, acompanhando uma tendência de queda também nos furtos de veículos em todo o território paulista.

As autoridades explicam que o sucesso da operação se deve à combinação de patrulhamento ostensivo e investigações focadas em desarticular quadrilhas de receptação. Operações recentes, como a Big Mobile, resultaram na recuperação de milhares de celulares e na prisão de dezenas de envolvidos no comércio ilegal. Além disso, o uso de tecnologia tem sido fundamental por meio do programa Muralha Paulista. O sistema integra quase 100 mil câmeras e utiliza reconhecimento facial e leitura de placas para monitorar 61% da população do estado, gerando milhares de alertas que auxiliam na interrupção de atividades criminosas em tempo real.

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