ter, 22 de setembro de 2026

Esperança que se conecta: Unidade de Diálise promove roda de conversa entre pacientes transplantados e em fila de espera

Encontro reuniu equipe multidisciplinar e pacientes para compartilhar experiências, esclarecer dúvidas e ressaltar a transformação na qualidade de vida proporcionada pelo transplante renal

A busca pelo transplante renal vai muito além dos exames e da rotina clínica: é uma jornada guiada pela esperança e pela busca por mais qualidade de vida.

Com o objetivo de acolher, desmistificar medos e fortalecer aqueles que aguardam por um novo rim, a Unidade de Diálise promoveu uma roda de conversa especial, reunindo pacientes transplantados e pessoas que estão no processo de inscrição para a lista de espera ou realizando avaliações de saúde.


O encontro contou com a presença de uma equipe multidisciplinar formada por enfermeiras, psicóloga e assistente social, criando um espaço seguro de acolhimento e troca de aprendizados.


Para a enfermeira clínica Bianca Longani Soares Paschoalinoto, a iniciativa cumpre um papel fundamental ao aproximar quem já viveu a experiência do transplante de quem ainda está no início desse percurso.


“O objetivo da nossa conversa foi reunir pacientes transplantados com aqueles que estão se inscrevendo para a lista de transplante renal. Nessa troca, eles têm a oportunidade de compartilhar experiências, tirar dúvidas, falar sobre expectativas e desmistificar alguns medos. O foco é fortalecer a esperança ao conhecerem histórias reais e verem como está a vida desses pacientes agora”, destacou Bianca.


A enfermeira reforçou ainda a relevância médica e social do tema. Entre as alternativas de tratamento para a doença renal crônica, o transplante destaca-se por proporcionar maior autonomia e bem-estar ao paciente.
“O transplante renal é o tratamento que garante mais qualidade de vida, pois, após a cirurgia e com o acompanhamento medicamentoso correto, o paciente não precisa mais realizar sessões de hemodiálise ou diálise peritoneal. Por isso, encorajar os pacientes que têm condições clínicas a entrarem na lista é fundamental”, explicou a profissional.

Histórias reais que inspiram e confortam
Para quem já passou pelo procedimento, retornar à Unidade de Diálise representa não apenas um momento de gratidão, mas uma missão de apoio ao próximo.


O paciente Jeferson Belém de Oliveira enfatizou o valor de compartilhar informações corretas e aliviar as ansiedades de quem está prestes a entrar na fila.


“Para mim, foi de extrema importância vir falar com o pessoal. Às vezes existem muitas dúvidas e informações distorcidas sobre como funciona o transplante. Ficamos muito felizes em voltar ao local onde fizemos hemodiálise e passar a nossa experiência. Desejamos de coração que todos os que estão aqui consigam realizar o transplante em breve”, declarou Jeferson, expressando sua gratidão a toda a equipe da hemodiálise pelo acolhimento.


Já Adriano Aparecido Adami, que realizou sessões de diálise por 10 anos e hoje celebra 1 ano e 7 meses de transplante, fez questão de transmitir tranquilidade aos colegas.


“Vim hoje para falar para o pessoal que é tranquilo. O essencial é manter os cuidados diários de higiene, como lavar as mãos e usar máscara quando necessário. De resto, é perfeito. Minha vida hoje é como era antes de perder a função renal. A vida continua e vale muito a pena. Quem estiver na fila, pode ir tranquilo, com fé e de coração aberto”, incentivou Adriano.

Cuidado integrado e humanizado
A realização de ações como essa reforça o compromisso da Unidade de Diálise com um atendimento que vai além do cuidado técnico, enxergando a pessoa em sua totalidade.

Ao promover o diálogo direto entre pacientes e profissionais de saúde, a instituição reafirma que o processo de transplante é uma caminhada coletiva, sustentada pela informação, pela empatia e pela solidariedade.

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