Penas variam de 12 a 24 anos de prisão em regime fechado. Quatro homens foram condenados por organização criminosa e estelionato em São José do Rio Preto (SP). Cabe recurso da decisão.
A quadrilha acusada de oferecer cursos para estelionatários foi condenada a quase 70 anos de prisão, somadas as penas, após a venda de dados bancários e cartões clonados em São José do Rio Preto (SP). As penas variam de 12 a 24 anos de prisão em regime fechado. Cabe recurso da decisão.
A condenação foi emitida na terça-feira (5), pela 2ª Vara Criminal de Rio Preto. Segundo o Ministério Público, os quatro homens foram condenados por organização criminosa e estelionato. Eles usavam ferramentas para hackear as contas e acessar dados bancários.
Condenados
- Paulo César Gomes da Silva Dutra: Apontado como chefe da organização. Coordenava os grupos de mensagens e centralizava os lucros. Condenado a 24 anos de prisão por organização criminosa armada, fraude eletrônica, posse de arma com numeração suprimida e comércio ilegal de arma de fogo;
- Rodrigo Rosário dos Santos: Atuava como gestor financeiro, cuidando do fluxo de valores e das contas bancárias do grupo. Condenado a 14 anos e 8 meses de reclusão;
- Carlos Henrico Silva Dias: Era o programador responsável pela estrutura tecnológica das plataformas de fraude. Condenado a 14 anos e 8 meses de reclusão;
- Lucas Barbas de Carvalho Pinto: Responsável pela coleta de dados bancários e cadastrais que alimentavam o sistema. Condenado a 12 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão.
Com as credenciais e informações sigilosas das vítimas, os criminosos clonavam os cartões. Depois, usavam sites clandestinos para venda de cartões, contas bancárias falsas, logins e dados pessoais. Entenda mais detalhes abaixo.
Três criminosos estão presos, enquanto um segue foragido. O nome do foragido é desconhecido.
Como funcionava o esquema criminoso
O grupo operava desde 2021 por meio de sites clandestinos. Nessas plataformas, eles vendiam dados bancários e cadastrais ilícitos para outros estelionatários em pacotes conhecidos como “kits bico”.












