Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram dar continuidade à greve nacional iniciada na última quinta-feira. Em assembleia encerrada no final da noite de sexta-feira, cerca de 68% dos trabalhadores representados pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região votaram contra o texto final apresentado pela instituição financeira para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Sem novo acordo, as entidades sindicais buscam reabrir as negociações para encerrar o impasse.
O principal fator de divergência entre a categoria e a direção da estatal envolve o funcionamento do Saúde Caixa, o plano de assistência médica dos funcionários. Embora a proposta do banco incluísse abonos e o reajuste do limite de sua participação financeira no plano de 6,5% para 8%, os trabalhadores rejeitaram os novos parâmetros de coparticipação e custeio. As medidas propostas previam a elevação do teto anual de coparticipação familiar para R$ 4,8 mil, cobrança de mensalidades progressivas por idade e o aumento do custo de consultas em pronto-socorro.
Diante da negativa da categoria, a Caixa avalia recorrer à Justiça do Trabalho por meio do ajuizamento de um dissídio coletivo para que o tribunal estabeleça as regras de trabalho e encerre o conflito. O banco reafirmou que mantém os canais de diálogo abertos e orientou a população a utilizar os meios eletrônicos, caixas eletrônicos, correspondentes Caixa Aqui e casas lotéricas para a realização de operações bancárias durante a paralisação. No Banco do Brasil, ao contrário da Caixa, a maior parte das bases sindicais aprovou a proposta da empresa e retomou as atividades normais.













