O Tribunal de Justiça de Tanabi condenou o coordenador de uma clínica de reabilitação clandestina, identificada como “Viva Fênix”, a 30 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão. Ele foi responsabilizado por crimes de sequestro, cárcere privado e tortura cometidos contra internos do local.
A investigação revelou que o acusado, ex-interno da própria clínica, atuava como coordenador e mantinha sob seu controle sete pessoas em cárcere privado, das quais seis foram vítimas de tortura.
Abusos e condições precárias
De acordo com o processo, os internos eram frequentemente agredidos, amarrados e trancados em seus quartos à noite com cadeados nas portas. Um dos métodos relatados pelas vítimas ficou conhecido como “danoninho” – uma mistura de medicamentos ministrada à força, que deixava os pacientes dopados e incapazes de reagir.
Durante fiscalização conjunta da Vigilância Sanitária e Polícia Militar, foram encontradas condições insalubres: falta de alimentos, infestação de insetos, banheiros sem itens básicos de higiene e quartos superlotados. Os internos também relataram que eram internados contra a vontade e que suas ligações para familiares eram monitoradas pelos funcionários.
A decisão da Justiça
Em seu interrogatório, o réu negou envolvimento direto nos crimes e afirmou que apenas desempenhava funções de apoio, como fazer compras. No entanto, a Justiça entendeu que ele era o responsável pelo comando das ações e, portanto, deveria responder como mandante dos atos praticados.
A sentença foi dividida da seguinte forma:
- Sequestro e cárcere privado: sete crimes, somando 16 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão;
- Tortura: seis crimes, totalizando 14 anos de reclusão (uma das acusações foi absolvida por falta de provas).
Com a soma das penas, o condenado deverá cumprir mais de 30 anos em regime inicial fechado. Ele já possuía antecedentes criminais e permanecerá preso.












