sex, 16 de outubro de 2026

Compra de combustível e carro em chamas em estrada: o que se sabe sobre morte de juiz carbonizado

Magistrado Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, foi encontrado em estrada rural de São João da Boa Vista (SP), na noite de quarta (7). Caso é investigado como morte suspeita.

A Polícia Civil está investigando a morte do juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo.

O corpo dele foi encontrado carbonizado dentro de um carro em chamas na noite de quarta-feira (7), em uma estrada rural de São João da Boa Vista (SP). O magistrado era titular da 2ª Vara da Comarca de Mococa (SP).

Minutos antes de ser localizado, ele foi registrado por uma câmera comprando combustível em um posto da cidade. O caso é investigado sob sigilo como morte suspeita.

O veículo em chamas foi localizado na noite de quarta-feira, 7 de outubro, por volta das 19h15, na Estrada da Fazenda Aliança, na área rural de São João da Boa Vista (SP). O corpo de Gustavo estava carbonizado.

Segundo a polícia, a vítima foi identificada por meio de uma tatuagem no lado esquerdo do abdômen e da conferência dos documentos pessoais encontrados em sua carteira.

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2 – Como a polícia tomou conhecimento do ocorrido?

Uma testemunha que passava pelo local se deparou com o automóvel em chamas e acionou a Polícia Militar.

Antes mesmo da chegada das equipes de resgate, a testemunha tentou conter o incêndio usando uma máquina escavadeira para jogar terra sobre o veículo.


3 – O que imagens de câmera revelaram?

Imagens de câmeras de monitoramento obtidas com exclusividade pela TV Globo mostram o juiz em um posto de combustíveis por volta das 18h40 de quarta-feira — cerca de 35 minutos antes de o carro ser encontrado em chamas. (Veja acima).

Nas imagens, o magistrado desce do automóvel segurando um galão, pede para o frentista encher o recipiente, efetua o pagamento e vai embora. Os investigadores chegaram até o estabelecimento após refazerem os últimos passos de Gustavo e identificarem o uso de seu cartão bancário.

Ainda não há confirmação oficial sobre qual tipo de combustível foi colocado no galão. No entanto, peritos relataram ter sentido um forte cheiro de gasolina no local onde o automóvel pegou fogo.

4 – Como a Polícia Civil está investigando o caso?

A ocorrência foi registrada como morte suspeita. O delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Jorge Mazzi, informou que a investigação está em fase inicial e sob sigilo.

Nenhuma hipótese foi descartada até o momento. Até a última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso.

Nascido em Mogi das Cruzes (SP) em 1981, formou-se em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas.

Iniciou a carreira em 2004 como advogado e atuou como delegado de polícia no Espírito Santo. Ingressou na magistratura paulista em 2014 como juiz substituto na 14ª Circunscrição Judiciária (com sede em Barretos).

Atuou nas comarcas de Tambaú e Santa Rita do Passa Quatro. Desde 2021 atuava em Mococa, onde era o titular da 2ª Vara. Morava em São João da Boa Vista.

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