Vazamento de combustível do Fokker 100 obrigou o piloto a fazer um pouso forçado em uma fazenda em Birigui (SP), às 11h daquele dia 30 de agosto de 2002.
No dia 30 de agosto de 2002, o voo 3804 da TAM Linhas Aéreas fazia um pouso forçado em uma fazenda em Birigui, no interior de São Paulo. O caso teve muita repercussão na época. Os 24 passageiros sobreviveram ao pouso forçado, mas uma vaca foi atingida e precisou ser sacrificada.
O acidente ocorreu por volta das 11h. O Fokker 100, prefixo PT-MQH, decolou do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) com destino a Brasília (DF) e paradas previstas em Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT).
Durante o voo, um vazamento de combustível obrigou o piloto a pedir permissão para pousar no Aeroporto de Araçatuba (SP), mas os equipamentos da aeronave não indicaram a perda de combustível e as turbinas começaram a falhar.
O Fokker perdeu altitude rapidamente. Com isso, o pouso de emergência em uma fazenda de Birigui foi a única opção. Com o impacto no solo, o trem de pouso foi arremessado. As turbinas e a lataria também ficaram danificadas.
Dos 24 passageiros que estavam a bordo, quatro tiveram ferimentos leves. Os outros 20, além dos cinco tripulantes, não se machucaram. Uma vaca foi atingida pelo avião durante o pouso e precisou ser sacrificada.
“Ele passou por cima de todas as árvores, bem baixinho. ‘Tirou’ da rede de luz lá de cima”, revelou, na época, um funcionário do sítio onde o avião fez o pouso.
Um dos sobreviventes, Mario Valente, contou como os passageiros foram avisados pelo comandante sobre o que estava acontecendo.
“Ele avisou que nós estávamos a uma altitude de 33 mil pés, a mais ou menos 10.500 metros de altitude, e que estávamos enfrentando um vento contrário com cerca de 130 km por hora. Mais alguns minutos, ele avisa novamente que iria fazer um pouso de emergência na cidade de Araçatuba. Ele disse que foi a perda de combustível no ar e o aparelho não acusou essa perda, o que fez ele pousar ali”, conta.
Na opinião de Mario, o pouso forçado em segurança foi um “milagre” e que teve no comandante o responsável por “operar” o ocorrido.
“Foi um milagre. Todos praticamente estavam unânimes de que realmente foi um excelente piloto, que conduziu com prudência para aterrissar ali”, explica.












