Idoso embarcou em Mira Estrela (SP) e bagagens foram encontradas em São Paulo (SP), mas ele segue desaparecido. Família pede ajuda e informações.
A filha do idoso desaparecido após embarcar em um ônibus em Mira Estrela (SP) com destino a São Paulo no Ano Novo suspeita que o pai possa estar desorientado e tenha descido em outra cidade, antes de chegar ao destino final.
A família não tem notícias de Valdir Marcelino, de 65 anos, desde o dia 1° de janeiro de 2026, quando ele embarcou em um ônibus da empresa Expresso Itamarati com destino à capital, onde reside.
Segundo a filha, Bruna dos Santos Marcelino, Valdir fazia tratamento para esquizofrenia há alguns anos, mas nunca aceitou o diagnóstico e abandonou a medicação por conta própria.
A família não possui laudo médico oficial, mas acredita que uma possível crise pode ter provocado o desaparecimento.
“A falta de laudo faz com que ele seja considerado uma pessoa normal perante a sociedade, mas eu acho que ele teve alguma crise, e ficar andando no ônibus pode ter gerado alguma confusão com outros passageiros, levando-o a descer antes do previsto. Estou desesperada e há noites sem dormir de preocupação”, disse.
Bruna afirma que o pai tem excelente memória, sabe de cor o número de seus documentos e o endereço, e acredita que ele possa estar tentando voltar para casa a pé. Até agora, não há registros de Valdir em hospitais ou delegacias. “Ele deve estar em estado de vulnerabilidade nas ruas”, lamentou.
Bagagem encontrada
Segundo Bruna, a empresa de ônibus informou inicialmente que não havia registros de pertences esquecidos. No entanto, na sexta-feira (9), oito dias depois do desaparecimento, ela descobriu por conta própria que as bagagens do pai estavam na garagem da empresa em São Paulo.
A filha critica a falta de informações da companhia que, segundo ela, não quis confirmar se existem imagens de câmeras de segurança mostrando onde Valdir teria descido.
Em nota, a Expresso Itamarati informou que não pode repassar imagens do sistema de monitoramento ou documentos relacionados à viagem por causa da lei de proteção de dados, mas garantiu que colaborará com as autoridades caso seja solicitado.
Questionada sobre a falta de informações à família e sobre o episódio das bagagens, a empresa não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.
Os familiares chegaram a receber a informação de um comerciante que conversou com o motorista do ônibus e relatou que Valdir teria descido em Americana (SP). A localização de Valdir, no entanto, não foi confirmada.
A família faz um apelo por qualquer notícia sobre o paradeiro de Valdir Marcelino. Quem souber de algo pode acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
* Colaborou sob supervisão de Eric Mantuan-G1












