Tutores comunicaram a morte nas redes sociais na terça-feira (22) e disseram que a cabrita estava prenha. No sábado (19), ela havia participado de um evento em Jales
A cabrita Betina, que ficou conhecida em Jales (SP) por passear de coleira e vestido ao lado dos tutores e virou celebridade nas redes sociais, morreu após complicações na gestação. A morte foi comunicada pelos tutores no perfil oficial do animal em rede social, nesta terça-feira (22). A postagem traz a nota de falecimento, com a música “Ao lado de Deus”, de Rick e Renner – o cantor Rick morreu em acidente aéreo em Santa Catarina, também na terça.
Betina estava prenha e, no sábado (19), havia participado de um evento semelhante a um chá revelação, realizado no Play Arena Beach, em Jales.
Ao g1, o auxiliar administrativo Fernando Tridico, tutor da cabrita, disse que Betina sofreu toxemia de prenhez, muito comum em caprinos e ovinos.
🔎A toxemia da prenhez é uma doença metabólica grave e geralmente fatal que atinge ovelhas e cabras no terço final da gestação, principalmente quando carregam dois ou mais fetos.
“Faltavam 12 dias para o parto, ela teve todo o acompanhamento de veterinário. Foi feito ultrassom no sábado. Foi medicada, estava melhorando. De repente, ela se abateu de uma vez. Fizemos de tudo, mas infelizmente ela não aguentou até o final da gestação. Ninguém queria ter um desfecho assim, mas infelizmente nem tudo está no nosso controle”, informou Fernando ao g1.
A despedida da cabrita foi marcada por mensagens de carinho. No perfil no Instagram, os tutores afirmaram que Betina foi “muito mais do que uma cabritinha” e agradeceram às pessoas que acompanharam a história do animal, participaram do chá de bebê e enviaram mensagens de carinho.
“Betina não teve tempo de conhecer o mundo como imaginávamos, mas conheceu o amor. Conheceu carinho, cuidado e pessoas que fizeram tudo para que ela estivesse bem”, diz outra publicação.
Segundo Fernando, muita gente mandou mensagens de condolências via Whatsapp e redes sociais.
Fama nas redes sociais
A história de Betina ganhou destaque devido ao animal circular de coleira, usar roupas confeccionadas pelo próprio tutor e participar de festas e cavalgadas em Jales.
Criada como animal de estimação pelo auxiliar administrativo Fernando Aparecido Tridico e por seu companheiro Alisson, a cabrita morava dentro de casa e convivia com cães e gatos. Eles conviveram por dez meses com o caprino.
A fama começou pouco depois de Betina chegar a Jales. Fernando contou ao g1 que sentia falta dos cabritos que havia criado como animais de estimação em Campinas e decidiu comprar a cabrita.
“Alguém filmou, postou nas redes e foi aí que tudo começou”, contou o tutor na época.
Depois que o vídeo viralizou, Betina passou a ser convidada para eventos e cavalgadas na região. Um dos últimos eventos públicos de que participou foi o Viola & Churrasco, no começo de setembro, na estância Paz Landim, de caráter beneficente em prol da Santa Casa de Jales. Ela foi apresentada como “influenciadora”.
Vestido feito pelo tutor
Uma das marcas registradas de Betina eram os vestidos usados durante os passeios. O tutor confeccionava as próprias roupas porque as peças para cachorros não serviam no corpo da cabrita.













