Robishley Hirnani, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza estão incomunicáveis há seis dias em Icaraíma (PR). Polícia apreendeu o carro de suspeitos de emboscar homens.
Amigos viajaram de São José do Rio Preto (SP) até o Paraná, onde encontraram o pesqueiro dos suspeitos de planejar a emboscada contra os homens que desapareceram após serem contratados para cobrar uma dívida de R$ 1 milhão, segundo o boletim de ocorrência, em Icaraíma (PR).
Robishley Hirnani de Oliveira, de 53 anos, Rafael Juliano Marascalchi, de 43, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza, de 36, estão desaparecidos desde terça-feira (5), há seis dias. Veja quem são as vítimas. A polícia passou a tratar o caso como homicídio.
A cada dia sem notícias, cresce a angústia dos familiares. Um casal de amigos dos homens que são moradores de Rio Preto, o qual não vai ser identificado pela reportagem, decidiu ir até o Paraná de carro para reforçar as buscas por conta própria, enfrentando horas em estradas perigosas e percorrendo áreas de difícil acesso.
Entre elas, o pesqueiro da família dos suspeitos do crime, onde consta a última localização do quarteto, que fica ao lado do sítio onde moram. Segundo os amigos, o pesqueiro está desativado desde 2018. Assista ao vídeo acima.
“A última localização deles está no pesqueiro, que é um local de difícil acesso. A gente tentou procurar, rodamos toda a região, atravessamos de balsa pelo Rio Paraná. Eles são muito experientes em cobranças”, reforça o amigo.
Segundo apurado pela TV TEM, o casal foi até o Paraná na quinta-feira (7) e retornou nesta segunda-feira (11). É a segunda vez que os amigos fazem um bate-volta até o estado vizinho, na tentativa de acompanhar as buscas e trazer respostas aos familiares que aguardam notícias.
Além deles, as esposas de dois dos homens que estão desaparecidos também foram até Icaraíma, no domingo (10), em uma caminhonete, na esperança de receber informações sobre o paradeiro deles.
“A gente está indo com a cara e com a coragem, a gente pergunta, as pessoas se esquivam, tem medo. Muita angústia, principalmente porque precisamos manter força pelos familiares que ficam aqui, porque a esperança deles é a gente que está indo para lá. A fé a gente não perde”, comenta a amiga
Buscas
As buscas pelas vítimas foram retomadas pelas polícias Civil e Militar e pelo Corpo de Bombeiros nesta segunda-feira. Elas começaram na última quarta-feira (6), depois que a esposa de um dos desaparecidos registrou um boletim de ocorrência.
A equipe trabalha com apoio de cães farejadores, equipamentos sonares, que utiliza ondas sonoras para detecção e localização de objetos em ambientes aquáticos, helicóptero com câmeras de filtro infravermelho para detectar calor humano, entre outros equipamentos.
No domingo (10), equipes do Corpo de Bombeiros fizeram uma varredura de 130 quilômetros no Rio Ivaí. Até a última atualização desta reportagem, eles não foram encontrados. Veja o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso.












