qua, 12 de agosto de 2026

Visitantes tentam entrar com drogas e celular em presídios paulistas durante fim de semana

Durante o último fim de semana, unidades prisionais do interior de São Paulo registraram diversas tentativas de entrada de visitantes com entorpecentes e materiais proibidos. Ao todo, pelo menos oito mulheres foram flagradas tentando levar drogas e até um celular para dentro dos presídios onde cumprem pena seus familiares.

Na Penitenciária de Florínea, no domingo (20), uma mulher foi impedida de entrar na unidade após ser flagrada, durante revista com escâner corporal, com imagem suspeita na região pélvica. Ela entregou espontaneamente um invólucro com substância semelhante à maconha e foi encaminhada à Central de Polícia Judiciária de Assis. Um procedimento interno foi instaurado para apurar o caso.

No sábado (19), na Penitenciária de Valparaíso, outra visitante, também esposa de um detento, foi surpreendida com invólucros contendo porções de drogas semelhantes à maconha e à cocaína. A substância foi identificada após imagem suspeita ser detectada na altura do tórax durante o escâner corporal. A mulher foi levada pela Polícia Militar ao Plantão Policial, e o presídio também instaurou apuração interna.

A Penitenciária “Silvio Yoshihiko Hinohara”, em Presidente Bernardes, teve dois registros. No primeiro, um celular foi encontrado dentro da sacola levada por uma visitante. Em outro caso, uma mulher foi flagrada com maconha escondida no cós da calça, após imagem suspeita ser percebida na região da cintura. Ambas foram encaminhadas às autoridades policiais e os casos estão sob apuração.

Na Penitenciária de Dracena, a mãe de um preso tentou entrar com droga escondida em um par de chinelos. O entorpecente foi localizado durante inspeção de rotina dos objetos levados pelos visitantes. Um boletim de ocorrência foi registrado e a unidade abriu investigação.

Já o Complexo Penal de Lavínia registrou três ocorrências em diferentes unidades:

  • Na Penitenciária I, uma avó de detento foi flagrada com nove invólucros de substância semelhante à maconha.
  • Na Penitenciária II, uma esposa de preso carregava cinco invólucros com o mesmo tipo de substância, totalizando 15 gramas.
  • No Centro de Detenção Provisória, uma visitante foi surpreendida com 83,6 gramas de maconha escondidas na região pélvica.

Em todos os casos, os entorpecentes foram detectados por meio do escâner corporal, ferramenta usada rotineiramente nas unidades prisionais para coibir o ingresso de materiais ilícitos. As visitantes foram conduzidas às delegacias locais e os presídios abriram procedimentos internos para apuração dos fatos.

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) reforça que atos como esses são passíveis de sanções legais e administrativas, inclusive com a suspensão do direito de visita.

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