O clima festivo e de união trazido pela Copa do Mundo de 2026 sofreu um revés lamentável na Rodoviária Antônio Nossa, em Fernandópolis. Na noite do último sábado, dia 20 de junho, as câmeras de monitoramento do terminal flagraram a ação de pelo menos dois indivíduos que, de maneira calma e sem demonstrar qualquer receio, arrancaram e levaram embora parte da decoração temática que enfeitava o local. O ato de vandalismo causou forte revolta entre os comerciantes, trabalhadores e passageiros que frequentam o espaço público.
A ornamentação havia sido montada com muito empenho após um convite da chefia do próprio terminal rodoviário, que incentivou os colaboradores e lojistas a abraçarem o espírito do mundial. A comunidade abraçou a ideia com entusiasmo, investindo tempo, esforço e recursos financeiros próprios para espalhar bandeirinhas e adereços nas cores verde, amarelo, azul e branco por um dos principais portões de entrada do município, buscando tornar o ambiente mais alegre e acolhedor para os viajantes.
Para os comerciantes locais, o prejuízo provocado pelo furto vai muito além do valor material dos itens levados, representando uma profunda falta de respeito com o trabalho comunitário. As gravações do circuito interno de segurança foram divulgadas nas redes sociais para expor a situação e mobilizar a população na tentativa de reconhecer os autores. Até o momento, não há confirmação sobre o registro de um boletim de ocorrência formal na Polícia Civil, e não se sabe se os vídeos já foram entregues oficialmente às autoridades para investigação.
Apesar do sentimento de frustração com o episódio, o vandalismo acabou aproximando ainda mais os trabalhadores da rodoviária. Em vez de desanimarem, os lojistas e funcionários garantiram que a união do grupo se fortaleceu e prometeram reconstruir toda a decoração nos próximos dias, com planos de expandir os enfeites pelo terminal. Para eles, o orgulho de torcer pelo país e o espírito de coletividade são muito maiores e mais resistentes do que atitudes isoladas de destruição.











