qui, 01 de outubro de 2026

Urna eletrônica e regras de acessibilidade garantem direitos a quase 2 milhões de eleitores com deficiência

As eleições de 2026 contam com um contingente de quase 2 milhões de eleitores com deficiência entre os 158 milhões de brasileiros aptos a votar. Para assegurar a participação plena desse público no processo democrático, a Justiça Eleitoral disponibiliza uma série de recursos tecnológicos e prerrogativas legais que garantem autonomia, acessibilidade e prioridade no dia da votação.

A urna eletrônica dispõe de mecanismos específicos para atender diferentes necessidades. Para os eleitores cegos ou com baixa visão, o equipamento oferece teclado mecânico com identificação em braile, orientação em áudio por meio de voz sintetizada e fones fornecidos nos locais de votação, além de uma nova fonte com caracteres adaptados para facilitar a leitura. Já para as pessoas com deficiência auditiva, a tela exibe um intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras), recurso que nesta edição foi ampliado para traduzir indicações de votos brancos, nulos e de legenda. O design do terminal também foi desenvolvido para atender pessoas com nanismo ou em cadeira de rodas.

A legislação eleitoral assegura ainda o direito de o eleitor com deficiência ser acompanhado por uma pessoa de sua confiança até a cabine de votação, desde que a ajuda seja indispensável e o auxiliar não esteja a serviço de partidos políticos ou da Justiça Eleitoral. Adicionalmente, pessoas no espectro autista contam com atendimento prioritário e apoio sem a necessidade de cadastro prévio, juntamente com idosos, gestantes, lactantes, pessoas obesas e doadores de sangue no fluxo das seções eleitorais.

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