Setembro Amarelo: Porque precisamos falar sobre suicídio?

Uma das maiores barreiras para a prevenção é o fato de que o assunto ainda é tabu. Por razões religiosas, morais e culturais, o suicídio por muito tempo foi visto com um pecado e um motivo de vergonha para a família daqueles que tiraram a própria vida. Na verdade, trata-se de um problema de saúde pública que ainda hoje não é cuidado da forma adequada, haja vista tendência do Brasil de apresentar taxas crescentes de suicídio. Para combater o problema, é necessário um conjunto de ações.

Durante o mês de Setembro, diversas ações serão vistas em todo o Brasil, em um movimento mais conhecido como “Setembro Amarelo”. O objetivo é conscientizar as pessoas sobre o assunto e entender as questões que geram sofrimento e doenças mentais.

Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano são registrados mais de 800 mil suicídios no mundo, o que representa aproximadamente uma morte a cada 40 segundos. No Brasil, a cada 45 minutos alguém tira a própria vida. Ainda, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.

Entre as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, o suicídio é sétima causa de morte. Perceba, são jovens que na teoria seria os menos vulneráveis adversos tipos de doenças, e são os que mais tiram a própria vida. Dessas pessoas que cometem suicídio, quase 100% sofriam de algum transtorno mental, e é ai que a nossa atenção precisa ser canalizada, porque a ideação suicida, ou seja, o desejo de cometer suicídio, nem sempre é visível em alguém. A pessoa poderá querer se suicidar sem ninguém saber, exceto, quando esta pessoa fala sobre algo, contrario a isso, problemas psicológicos são mais visíveis, devido às alterações de comportamento.

O sofrimento psicológico é uma alerta para potencial comportamento de risco para o suicídio.

Por isso, trate de depressão, ansiedade ou qualquer transtorno psicológico como algo muito grave, não menospreze nada que envolva isso, a final você pode deixar passar despercebido um fenômeno que acarretará levar um ente querido a se suicidar.

O suicídio não deve ser simplificado ou atribuído a uma única causa, pois se trata-se do desfecho de uma série de fatores complexos que se acumularam na história daquela pessoa. Antes de tudo, é preciso buscar informação.

Diante de uma pessoa sob risco de suicídio, incentive a mesma procurar ajuda de profissional e ofereça-se para acompanha-la a um atendimento em Unidades Básicas de Saúde, CAPS, serviços de emergências (SAMU 192 UPA 24 h, Pronto Socorro e Hospitais) e também no CVV (Centro de Valorização da Vida) que realiza apoio emocional, atendendo de forma voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, email, chat e voip 24 horas todos os dias. A ligação para o CVV em parceria com o SUS, por meio do número 188, a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular. Também é possível acessar o site www.cvv.org.br para chat, Skype e obter maiores informações.

 

AUTORIA:

Joelma Cassiano: estudante de Psicologia no oitavo período da UNIFEV (Centro Universitário de Votuporanga), auxiliar administrativa de uma empresa renomada de Votuporanga. Para saber mais, siga ela no Instagram @johbrasil (https://instagram.com/johbrasil?igshid=16ou25zlojtex)

 

Nathália Rocha: estudante de Pedagogia no último período da UNIMES (Universidade Metropolitana de Santos) e de Psicologia no oitavo período da UNIFEV (Centro Universitário de Votuporanga), professora particular e estagiária de psicologia como assistente de pesquisa do estudo Optimal Diabetes junto ao Hospital Albert Einstein, PROADI SUS, SUS. Para saber mais, siga ela no Instagram @nath.psicoped (https://instagram.com/nath.psicoped?igshid=1pcc6oscn3imx)

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