Sargento preso com cocaína em avião da FAB vira réu na Justiça Militar

Rodrigues foi preso na Espanha em 25 de junho transportando uma carga de 37 kg de cocaína, avaliada em mais de 1,4 milhão de euros — pouco menos de R$ 6,4 milhões. Na ocasião, estava a bordo de uma aeronave VC-2 da Força Aérea Brasileira.

O juiz federal da Justiça Militar, Frederico Magno de Melo Veras, titular da 2ª Auditoria da 11ª Circunscrição Judiciária Militar (11ª CJM), recebeu denúncia oferecida pelo Ministério Público Militar (MPM) contra Manoel Silva Rodrigues, segundo-sargento da Força Aérea Brasileira (FAB). A informação foi divulgada hoje (9).

Rodrigues foi preso na Espanha em 25 de junho transportando uma carga de 37 kg de cocaína, avaliada em mais de 1,4 milhão de euros — pouco menos de R$ 6,4 milhões. Na ocasião, estava a bordo de uma aeronave VC-2 da FAB.

A denúncia foi feita pelo promotor de Justiça Militar Jorge Augusto Caetano de Farias, da 2ª Procuradoria de Justiça Militar em Brasília, junto à Justiça Militar da União pelo crime de tráfico internacional de drogas. O crime não é previsto no Código Penal Militar (COM), mas o caso se enquadra como possível crime de natureza militar por extensão.

De acordo com a denúncia, datada de 19 de dezembro, o segundo-sargento viajou na aeronave como passageiro, embarcando sem pesar a bagagem. Durante toda a viagem, ele cuidou da bagagem. A droga só foi descoberta na chegada à Europa, quando foi realizada a prisão em flagrante. Rodrigues segue preso.

“Ao desembarcarem em Sevilha, os passageiros fizeram o procedimento de imigração e passaram suas bagagens pelo raio-x do aeroporto, ocasião em que o denunciado foi flagrado na posse da aludida quantidade de substância entorpecente, acondicionada em sua mala de mão, no transterno e na mochila, consoante depoimentos e auto de prisão em flagrante lavrado pela polícia espanhola”, relata a denúncia.

A pedido do juiz, as testemunhas arroladas na denúncia serão ouvidas no dia 21 de maio, às 14h. A data, segundo a decisão do magistrado, “leva em consideração a circunstância dever o acusado ser citado por meio de Pedido de Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça”.

O juiz afirmou ainda que não foi necessário avaliar a aplicação de medidas cautelares restritivas de liberdade, uma vez que o acusado ainda está preso por decisão de autoridades espanholas.

FONTE: Informações | noticias.uol.com.br

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