qua, 12 de agosto de 2026

São Paulo confirma novos casos de sarampo e recomenda dose extra da vacina para bebês

Estado registrou três novos casos da doença em crianças e reforçou a imunização preventiva na capital e em Guarulhos para conter a circulação do vírus.

O Governo do Estado de São Paulo confirmou três novos casos de sarampo em crianças com idades entre 6 meses e 1 ano e passou a recomendar a aplicação da chamada “dose zero” da vacina tríplice viral para bebês de 6 a 11 meses residentes na capital paulista e em Guarulhos. A medida foi anunciada neste sábado (27) como forma de reforçar a proteção diante do aumento de casos da doença.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, os três pacientes — dois meninos e uma menina — não realizaram viagens recentes e já estão totalmente recuperados. As autoridades destacaram, no entanto, que duas das crianças não haviam sido vacinadas, fato que aumentou a preocupação com a circulação do vírus.

Com as novas confirmações, São Paulo soma cinco casos de sarampo em 2026. Os outros dois registros foram classificados como importados e ocorreram nos meses de março e abril.

A “dose zero” é considerada uma proteção adicional para bebês entre 6 e 11 meses de idade, antecipando a imunização antes da primeira dose prevista no calendário nacional, aplicada aos 12 meses. A Secretaria da Saúde ressalta que essa vacinação antecipada não substitui o esquema vacinal de rotina. Assim, a criança deverá receber normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Como parte das medidas de contenção, o Centro de Vigilância Epidemiológica iniciou o bloqueio vacinal das pessoas que tiveram contato direto com os casos confirmados. Também será intensificada a vacinação em locais de grande circulação de pessoas, como aeroportos, rodoviárias e estações de trem e metrô.

A estratégia busca evitar a reintrodução da transmissão sustentada da doença, especialmente diante da circulação do vírus em outros países das Américas. Atualmente, a cobertura vacinal no estado está abaixo da meta recomendada, com 85,32% para a primeira dose da tríplice viral e 72,06% para a segunda.

Embora o Brasil tenha recuperado, em 2024, o certificado de país livre do sarampo, a doença continua sendo considerada altamente contagiosa. A transmissão ocorre por meio de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, olhos avermelhados e manchas vermelhas pelo corpo, podendo evoluir para complicações graves, como pneumonia, encefalite e cegueira.

A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e também é recomendada para adultos de até 59 anos que não tenham comprovação de vacinação completa ou não saibam se receberam as doses na infância.

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