Santa Casa inicia novo protocolo para tratamento de Coronavírus

UNIPEC participou de duas pesquisas da COVID-19; foco agora está em pacientes que são acompanhados ambulatorialmente.

A Unidade de Pesquisa Clínica (UNIPEC) da Santa Casa de Votuporanga existe desde 2008, em parceria com a Unifev, e é reconhecida pelo trabalho desenvolvido no Brasil e no exterior. Com a pandemia do Coronavírus (COVID-19), a Unidade se uniu à um seleto grupo que busca avaliar a eficácia e segurança de potenciais terapias para pacientes com a doença.

Batizada de Coalizão COVID Brasil, a iniciativa conta com a participação de 40 a 60 instituições de todo o Brasil, como Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa, incluindo a Santa Casa. Após dois protocolos concluídos, a Instituição inicia um novo estudo, agora com foco nos pacientes ambulatoriais.

A primeira pesquisa feita pelo Hospital votuporanguense foi a Coalizão I, envolvendo pacientes de menor gravidade internados por COVID-19. Foi avaliado se a hidroxicloroquina é eficaz em melhorar o quadro respiratório e se o medicamento azitromicina, poderia potencializar a ação da hidroxicloroquina. Nesta primeira fase foram 630 pacientes no país.

A Coalizão II, segunda pesquisa, abrangeu casos mais graves, que necessitam de maior suporte respiratório. O método tinha o mesmo objetivo de verificar se a azitromicina tem efeito benéfico adicional na hidroxicloroquina, com potencial de melhorar os problemas respiratórios causados pelo novo Coronavírus em 440 participantes.

Agora, iniciou o quinto protocolo, que busca avaliar a eficácia e segurança da hidroxicloroquina em monoterapia em pacientes ambulatoriais. “Este estudo é focado em participantes que não estão hospitalizados. No Brasil, serão incluídas 1.300 pessoas. Acreditamos que esta etapa seja encerrada antes de agosto”, contou a enfermeira e coordenadora de pesquisa, Renée Amorim.

Coalizão

A iniciativa Coalizão possui sete protocolos em andamento. O médico Mauro Esteves Hernandes, um dos investigadores do estudo, reforça a necessidade de se comprovar a eficácia, bem como a segurança dessas medicações no tratamento da COVID 19. “Estas pesquisas trarão respostas importantes sobre estes potenciais tratamentos medicamentos e também sobre o impacto da doença causada pelo Coronavírus na qualidade de vida das pessoas”, ressaltou.

O provedor do Hospital, Luiz Fernando Góes Liévana, destacou o trabalho da Unidade de Pesquisa, que coloca a Instituição em evidência no Brasil. “Desenvolvemos estudos em diversas áreas, visando sempre contribuir na qualidade assistencial, incorporação de novas tecnologias e na promoção e acesso à medicina mais atual, com foco na segurança dos nossos pacientes. Estas pesquisas, neste momento tão primordial, só mostram o quanto que nossa Instituição está à frente, em busca de tratamentos para essa pandemia”, finalizou.

Todos os protocolos são liderados de forma simultânea pelas instituições citadas acima e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). Os resultados, que deverão estar disponíveis em 60 a 90 dias, são essenciais para fornecer o melhor tratamento aos pacientes com a COVID-19 no Brasil.

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