Saciedade alimentar: alimentos x suplementos

Entenda o conceito e como a nutrição contribui para a saciedade.

A saciedade é um tema muito discutido atualmente, afinal, muito fatores interferem no controle da fome. Esse processo é causado por diferentes estímulos, sendo que um deles é a distensão da parede gástrica, causada pelo armazenamento do alimento ingerido no estômago. É chamado de saciedade gástrica, o primeiro sinal corporal após o consumo de alimentos. O tempo de permanência do alimento no estômago depende da sua composição e não simplesmente da quantidade. Quanto mais gordura for contida no alimento, maior o tempo necessário para o esvaziamento gástrico.

Ao passar o alimento do estômago para o intestino, outro sinal de saciedade é produzido, dessa vez, químico: o intestino libera um hormônio (substância endócrina) para o sangue, chamado de colecistocinina ou CCK, em resposta à presença de proteínas e de gorduras no alimento.

O que poderia indicar para o organismo que ele deve aumentar ou diminuir a quantidade de alimentos que ele come? Como a gordura é a forma de estoque de energia, um dos indicadores é a sua quantidade no organismo. O tecido adiposo produz um hormônio chamado leptina, este que indica a quantidade de gordura corporal. A leptina se transloca para a circulação sanguínea, chega ao cérebro e inibe a ingestão de alimentos. Isso significa que uma quantidade alta de leptina diminui a ingestão alimentar.

O processo seguinte à saciedade gástrica é a saciedade cerebral. Ela está associada à modulação de peptídeos neuronais que são liberados no intestino e que ativam regiões do cérebro, no hipotálamo, associadas à sensação da saciedade. Quando esse processo ocorre, ativamos os neuropeptídios anorexígenos, capazes de inibir a fome. Esse processo pode demorar cerca de 20 minutos. Ou seja, é preciso pelo menos de 20 minutos para você comer um alimento e ter a resposta do seu cérebro de “satisfeita”.

Alimentos para saciedade

Diversos alimentos podem ajudar a reduzir o apetite, pois eles contêm fibras, boas quantidades de gorduras saudáveis e proteínas por meio da alimentação e da suplementação de qualidade. E isso faz com que a digestão fique mais lenta. Esse processo libera colecistoquinina (CCK), o hormônio que provoca a sensação de saciedade.

Consumo de Whey protein e saciedade

A suplementação de whey protein poder ser benéfica, já que possui alto valor nutricional, podendo auxiliar no anabolismo muscular, ajudar no controle de perda de massa óssea, regulação da saciedade, redução da gordura corporal, melhora do desempenho físico e estimulação do sistema imunológico (devido à presença de peptídeos bioativos).

Hall e colaboradores (2003) estudaram os efeitos do consumo de whey protein sobre o apetite, percepção de fome, saciedade e hormônios gastrintestinais. Os autores observaram que, quando os voluntários ingeriam uma solução contendo 48g de proteínas do soro do leite (whey protein), 90 minutos antes da refeição, apresentavam uma redução significativa do apetite, da ingestão energética e aumento da saciedade, em comparação a um grupo que utilizava a mesma solução contendo caseína.

Essa percepção estava relacionada às maiores concentrações sanguíneas de colecistocinina (CCK) e do GLP1, geradas pela ingestão da solução contendo as proteínas do soro. Ou seja, sua suplementação na rotina pode ser vantajosa para regular o volume de ingestão alimentar durante o dia!

FONTE: Informações | g1.globo.com / Roberta Lara é nutricionista e colaboradora da página sobre nutrição “5 minutos de nutrição”

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