Levantamento da Secretaria da Educação reúne informações sobre idade, formação acadêmica, áreas de atuação e remuneração dos docentes.
A rede estadual de ensino de São Paulo conta com aproximadamente 200 mil professores responsáveis pela formação de cerca de 3 milhões de estudantes. Um levantamento da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) apresenta um panorama do perfil desses profissionais, incluindo faixa etária, especialização e origem.
Entre os docentes que atuam em sala de aula, há maior concentração de profissionais com idades entre 40 e 49 anos. A pesquisa também aponta que a maioria é casada e que matemática é a disciplina com o maior número de professores.
Apesar da predominância de profissionais nessa faixa etária, o magistério estadual reúne pessoas de diferentes gerações. São 13,1 mil docentes entre 20 e 29 anos, enquanto 1.575 têm mais de 70 anos. Entre os profissionais mais velhos, há 30 professores com 74 anos.
Na distribuição por área de atuação, matemática aparece na liderança, com 26,2 mil docentes. Na sequência, estão língua portuguesa, história, geografia e ciências.
A remuneração média mensal dos professores em sala de aula é de R$ 6.033,97, segundo os dados apresentados. Os maiores salários podem chegar a R$ 20,4 mil.
O levantamento também evidencia a diversidade de origens dos profissionais. Embora 159,7 mil tenham nascido em São Paulo, a rede reúne professores de diferentes estados brasileiros e 220 estrangeiros, representantes de 35 nacionalidades. O quadro inclui ainda 389 docentes indígenas e 45 que atuam em comunidades quilombolas.
Em relação à formação acadêmica, mais de 64,6 mil professores possuem pós-graduação lato sensu. Outros 6,8 mil têm mestrado e 1,6 mil concluíram o doutorado.
A Secretaria da Educação também destaca medidas voltadas à formação continuada e ao desenvolvimento profissional, como o programa Multiplica SP, iniciativas de reconhecimento por desempenho e bonificações vinculadas aos resultados do Saresp.
Na área de carreira, o governo estadual cita a retomada das provas de promoção funcional e a ampliação do quadro efetivo. Entre as medidas estão um concurso público com 15 mil vagas e a autorização de outro certame para preencher mais 5 mil cargos na rede estadual.













