qua, 12 de agosto de 2026

Rede estadual de SP inicia Prova Paulista com modelo adaptado inédito para estudantes deficientes

O calendário da Prova Paulista do segundo bimestre começa a ser aplicado nesta terça-feira em mais de 5 mil escolas da rede estadual de São Paulo. A grande novidade desta segunda edição do ano, promovida pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, é a estreia de uma versão totalmente acessível e adaptada para alunos da educação especial a partir do quarto ano do Ensino Fundamental, especificamente nas disciplinas de língua portuguesa e matemática.

Esse modelo inclusivo mantém rigorosamente os mesmos conteúdos da avaliação padrão, mas traz enunciados objetivos, linguagem simplificada e recursos visuais ampliados para facilitar a leitura e a compreensão por parte dos estudantes elegíveis. O governo também garantiu suportes já habituais do cotidiano escolar, como o auxílio de professores interlocutores de Libras, profissionais ledores para estudantes cegos, salas reservadas e tempo adicional para a resolução do teste. Segundo Ana Paula Oliveira, especialista da pasta, essa mudança garante a igualdade de condições sem perder o rigor técnico, permitindo medir com maior exatidão o aprendizado real de cada matriculado.

No panorama geral, a avaliação segue o modelo estruturado para o ano, abrangendo 2,2 milhões de alunos desde as séries iniciais do Ensino Fundamental até a última etapa do Ensino Médio. Para a maior parte dos estudantes, a prova é impressa, contando com questões de múltipla escolha com quatro alternativas para as crianças e cinco para os adolescentes. O cronograma de testes regulares estende-se até a próxima sexta-feira, dia 19 de junho. Por outro lado, o formato digital foi mantido para a avaliação das disciplinas específicas dos itinerários formativos, do ensino técnico e do período noturno, com acesso feito por meio da plataforma Sala do Futuro.

As escolas estaduais possuem total autonomia para utilizar os resultados obtidos na Prova Paulista para compor até 30% da nota bimestral dos alunos. O secretário da Educação, Renato Feder, reforçou o papel estratégico do exame para diagnosticar defasagens e direcionar os planos de aula e reforços de maneira eficaz. Além de medir o desempenho da rede, a prova deste bimestre também servirá como filtro e fase seletiva para a Olimpíada Interpreta SP. O concurso vai classificar os 30% dos estudantes que obtiverem o melhor rendimento nas questões de português em cada município para as fases finais que ocorrem no mês de agosto.

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