qua, 12 de agosto de 2026

Proprietária de empresa é presa em Rio Preto por fraudes no Detran

A Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) de São José do Rio Preto prendeu, nesta quarta-feira (16), a proprietária de uma empresa suspeita de integrar um esquema de fraudes no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de Sergipe. A empresária foi detida em um condomínio de alto padrão, onde reside, e encaminhada à delegacia. Embora more em Rio Preto há anos, ela é natural de Aracaju (SE). Além dela, outra pessoa foi presa na capital sergipana pela Polícia Civil local.

A operação, denominada Mutação, foi deflagrada pela Polícia Civil do Estado do Sergipe, com apoio da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (DIPOL), do Instituto de Criminalística, e da colaboração da Polícia Civil de São Paulo e da Deic de Rio Preto. O nome da operação, “Mutação”, faz referência à alteração do estado de conservação dos veículos nos sistemas da empresa terceirizada, prática central na fraude investigada.

Detalhes do Esquema e Prejuízos

Na primeira etapa da investigação, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na sede da empresa terceirizada em Aracaju, responsável pela custódia e venda de veículos apreendidos.

As investigações indicaram que a fraude consistia na alteração de fotos dos veículos cadastrados no sistema de leilão, modificando seu status para “sucata”. Essa prática gerava prejuízos ao Detran.

Desde março de 2025, a empresa passou a ser administrada por um gestor nomeado pelo Poder Judiciário. Contudo, a atuação desse gestor tem sido dificultada, e em alguns momentos até inviabilizada, pela proprietária da empresa. Durante a administração judicial, a empresa deixou de pagar salários aos funcionários e de realizar repasses ao Detran/SE, chegando ao ponto de ter o fornecimento de energia elétrica interrompido por falta de pagamento em sua sede.

Diante das evidências, o setor de operações especiais da Polícia Civil de Sergipe solicitou a prisão preventiva, o sequestro e a indisponibilidade de bens da proprietária da empresa e de sua gerente, pedidos que foram prontamente concedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Aracaju.

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