qua, 12 de agosto de 2026

Professor de música de Votuporanga é preso após abusar de aluna de 13 anos de idade

A Polícia Militar de Votuporanga efetuou a prisão de um conhecido professor de música da cidade nesta quinta-feira (17). O homem, de 55 anos, cuja identidade permanece protegida devido ao segredo de justiça, foi condenado a 20 anos de prisão por abusar sexualmente de uma aluna de apenas 13 anos. A sentença, transitada em julgado em todas as instâncias judiciais, é definitiva.

A investigação que levou à condenação teve início após os irmãos da vítima notarem uma mudança em seu comportamento. Suspeitando de algo incomum, eles descobriram mensagens de teor sexual explícito trocadas entre a adolescente e o professor através do aplicativo de mensagens. As conversas revelavam questionamentos sobre roupas íntimas, insinuações sobre a aparência da jovem e menções a toques físicos inapropriados durante as aulas.

Confrontada pela mãe, a garota revelou os abusos, expressando medo de ser impedida de continuar suas aulas de música caso denunciasse. O boletim de ocorrência foi registrado, dando início ao processo legal.

Em juízo, a mãe da vítima relatou o profundo impacto dos abusos na vida da filha, que passou de uma aluna exemplar a apresentar crises de ansiedade, pânico e dificuldades escolares e sociais. A vítima descreveu episódios de beijos forçados, toques indesejados e outras ações abusivas por parte do professor.

Durante o processo, o professor inicialmente negou as acusações, alegando que as mensagens tinham o objetivo de “ajudar” a aluna, que, segundo ele, tinha pensamentos suicidas. Contudo, sua versão mudou em depoimento judicial, quando afirmou que a jovem era apaixonada por ele e que resistia aos avanços dela.

O juiz da 2ª Vara Criminal e da Infância e Juventude de Votuporanga, Vinicius Castrequini Bufulin, em sua sentença, destacou a incompatibilidade das versões do acusado com as evidências das mensagens. O magistrado ressaltou que “Não se pratica abuso sexual ou se mantém diálogos de conteúdo sexual com uma jovem para ajudá-la. Não precisa ser perito em psicologia para saber que as vítimas de abuso sexual levam traumas para o resto da vida.”

Inicialmente, o professor foi condenado a mais de 23 anos de prisão e a pagar uma indenização mínima de R$ 100 mil à vítima por danos morais. Após recurso às instâncias superiores, a pena foi reduzida para 20 anos pelo crime de estupro de vulnerável. O mandado de prisão definitivo foi expedido no último dia 15 e cumprido ontem.

O caso segue em segredo de justiça para proteger a identidade da vítima.

Com informações de Jornal A Cidade

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