O resultado das urnas na votação deste domingo consolidou um avanço histórico no Congresso Nacional, assegurando a maior bancada feminina da história tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal. Para a próxima legislatura, os eleitores escolheram 109 deputadas federais, número que representa um aumento de 21% em relação ao pleito anterior. O avanço ocorreu mesmo diante de um cenário com menor número de candidaturas femininas registradas nas urnas, demonstrando maior efetividade nas campanhas das eleitas.
No Senado, onde duas terças partes das vagas estavam em disputa, 12 mulheres conquistaram um mandato de oito anos entre as 54 cadeiras abertas. O desempenho eleitoral fará a representação de senadoras subir de 15 para 18 parlamentares no ano que vem, o maior patamar atingido desde a redemocratização. Entre os destaques regionais, o Distrito Federal passa a ser a única unidade da Federação a ter três mulheres compondo sua representação de três vagas no Senado, enquanto o Piauí permanece como o único estado brasileiro a nunca ter eleito uma senadora.
Apesar da expansão em números absolutos, analistas políticos ponderam que a presença das parlamentares ainda reflete sub-representação na política nacional, ocupando pouco mais de 20% do total de cadeiras em ambas as Casas. Levantamentos de entidades do setor social apontam também avanços e gargalos na diversidade interna da bancada, destacando um aumento significativo na eleição de mulheres jovens e negras para a Câmara dos Deputados, ao mesmo tempo em que o Senado Federal não registrará representantes autodeclaradas negras no próximo ciclo legislativo.













