Prefeito de Penápolis nega repasses ilegais para organização que administrava Santa Casa

Célio José de Oliveira concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (1º) para falar sobre operação que investiga desvio de dinheiro na saúde pública.

O Prefeito de Penápolis/SP, Célio José de Oliveira, concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (1º) para falar sobre a operação que investiga desvio de dinheiro na saúde pública em 13 cidades de São Paulo e mais quatro estados.

Na quarta-feira (30), o secretário de Saúde de Penápolis, Wilson Carlos Braz, foi preso e teve o contrato de trabalho suspenso temporariamente. O secretário de Planejamento, Daniel Rodrigueiro, assumiu a função sem acúmulo de vencimentos.

De acordo com Célio José de Oliveira, não há nenhuma irregularidade na prefeitura e não foi feito nenhum repasse do município para Organização Social de Saúde (OSS) que administrou a Santa Casa e o Pronto-Socorro de 2017 a dezembro de 2020.

“Em um primeiro momento, eu não sabia do que se tratava a operação. Em um segundo momento, nós fomos saber. O que teve aqui foi no gabinete do secretário de Saúde, nós apoiamos todo tipo de investigação”, disse o prefeito em entrevista coletiva.

A investigação que resultou na operação foi desmembrada. Os investigadores identificaram uma suposta participação de Célio no esquema de desvio de verba. Como o político possui foro privilegiado, a investigação foi parar no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

“Eu sei o que estão dizendo que existe uma anotação com as iniciais, que teve um depoimento de alguém que disse algo. Eu estou absolutamente tranquilo”, afirma Célio.

Operação

A Polícia Civil e o Ministério Público Estadual apreenderam documentos, computadores, carros, dinheiro e até aviões durante a operação Raio X.

De acordo com o balanço, 53 pessoas foram presas e foi apreendido mais de R$ 1,2 milhão . Duas aeronaves foram apreendidas, uma em Congonhas e outra em Jundiaí/SP.

A operação cumpriu 237 mandados de busca e apreensão e 64 de prisão temporária em cinco estados do país. As investigações que culminaram na ação duraram mais de dois anos.

“Eram feitas as licitações, o que indica, fraudulentas. Vencida a licitação, era feita a celebração de contrato de gestão entre a OSS e município, aí tínhamos prestadores de serviço. Da OSS passava o dinheiro para os prestadores, que no próximo momento, fazia o dinheiro retornar para os cofres da OSS. Com isso, havia a lavagem de dinheiro depois, com a compra de imóveis e outros bens”, afirma o delegado Fábio Pistori.

Na região noroeste paulista, o material apreendido foi encaminhado para a delegacia de Araçatuba/SP, que coordenou a ação. Policiais cumpriram mandados na Santa Casa de Birigui e na Prefeitura de Penápolis.

De acordo com o Ministério Público, a investigação foi concentrada na região de Araçatuba, porque o primeiro indício de irregularidade em contrato de saúde pública foi registrado em Penápolis.

“Começou aqui porque a primeira notícia que tivemos envolvendo irregularidades foi na região. Existem outras promotorias do estado de São Paulo que também investigavam o mesmo esquema. A gente foi se aproximando e trocando informações. Por isso chegamos a essa dimensão, de diversas cidades e até de outros estados”, diz a promotora do Gaeco, Flávia de Lima e Marcus.

“Começou aqui porque a primeira notícia que tivemos envolvendo irregularidades foi na região. Existem outras promotorias do estado de São Paulo que também investigavam o mesmo esquema. A gente foi se aproximando e trocando informações. Por isso chegamos a essa dimensão, de diversas cidades e até de outros estados”, diz a promotora do Gaeco, Flávia de Lima e Marcus.

FONTE: Informações | g1.globo.com

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