qua, 12 de agosto de 2026

Policial suspeito de participação no desaparecimento de estudante trans admitiu que namorado dela cometeu assassinato

Carmen de Oliveira Alves desapareceu em Ilha Solteira (SP), no dia 12 de julho. Roberto Carlos de Oliveira negou a participação no assassinato. Marcos Yuri Amorim, namorado da jovem, é o outro suspeito. Ambos estão presos.

O policial militar da reserva suspeito de envolvimento no desaparecimento da estudante trans Carmen de Oliveira Alves, de 26 anos, admitiu à polícia que o namorado dela cometeu o assassinato em Ilha Solteira (SP). O desaparecimento da jovem completa dois meses no dia 10 de agosto.

A investigação indicou que o namorado da vítima, Marcos Yuri Amorim, e o policial militar ambiental da reserva Roberto Carlos de Oliveira a assassinaram no dia 12 de junho, Dia dos Namorados.

Os homens foram presos temporariamente, no dia 10 de julho. O delegado responsável pelo caso, Miguel Rocha, informou que, em depoimento, Roberto negou a participação no assassinato, mas confessou que Yuri matou Carmen e que o corpo dela foi escondido.

O delegado ainda disse que, nesta quarta-feira (6), irá ouvir duas testemunhas, a pedido da defesa de Roberto que, segundo ele, afirmou que tem um álibi, ou seja, uma prova, de que não estava no mesmo local que Yuri no dia do assassinato.

Até esta quarta-feira (6), a investigação aponta que Carmen foi assassinada pelo namorado, com a ajuda do policial comparsa, que também é amante dele. A ocorrência, que foi inicialmente tratada como desaparecimento de pessoa, é investigada como feminicídio.

Na quinta-feira, 31 de julho, a polícia encontrou alguns pedaços desse possível telefone dela, e os restos foram enviados para a perícia. O resultado não foi divulgado até a última atualização desta reportagem.

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