O homem acusado de matar a tiros a vendedora Mirian Cristina Rondoura André, de 48 anos, em Penápolis, foi capturado e preso pela Polícia Militar na manhã desta segunda-feira (7), em Buritama.
Ele era considerado foragido, já que o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) havia acatado pedido do Ministério Público e decretado a prisão preventiva dele. O crime ocorreu na noite de sexta (4), quando a vítima celebrava seu aniversário em um quiosque.
DENÚNCIA
Após denúncia anônima, uma equipe da PM foi até uma residência na rua Joaquim Pereira Rosa, em Buritama. O imóvel, segundo apurado, pertenceria a um casal de idosos apontados como padrinho e madrinha do acusado.
Eles teriam abrigado o homem na casa ainda no sábado, sem saber o motivo da estadia. Os policiais encontraram o investigado dentro de um dos quartos. O autor foi revistado e nada de ilícito foi encontrado.
Ele seria levado à delegacia de Buritama para prestar esclarecimentos. O delegado de Penápolis responsável pelas investigações iria até o município para ouvi-lo.
CASO
O ex-companheiro, segundo apurado, teria tido um relacionamento de 7 meses com a vendedora, porém, não concordava com o término. Na noite do assassinato, ele foi até o quiosque, na rua José Ortiz Arellano, no Jardim Premier.
Após invadir o local, ele, que estava armado com uma pistola, atirou pelo menos duas vezes contra Miriam. Depois de efetuar um dos disparos, o carregador da pistola caiu no chão e, por isso, o investigado fugiu, deixando-o para trás.
Testemunhas relataram que dois convidados que estavam na festa chegaram a correr atrás do autor, que apontou a arma na direção deles e, por isso, desistiram de acompanhá-lo.
Foi apurado que o ex-companheiro da vítima teria pego o carro emprestado de um amigo para ir à festa e matar a vendedora. Ele contou à polícia que cedeu a Fiat Doblô ao investigado, depois dele falar que iria até uma festa e a devolveria às 22h.
O proprietário do automóvel ainda relatou que, após o crime, recebeu telefonema de uma cunhada do investigado, que contou que ele havia chegado na festa com a Doblô, entrado e atirado na ex-companheira.
Em seguida, o dono do carro teria telefonado para o investigado, mas não conseguiu falar com ele. Miriam chegou a ser levada ao pronto-socorro, mas não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito.
PRISÃO
O Ministério Público representou pela decretação da prisão do acusado, porém, o pedido foi negado, sob o argumento de que não havia elementos seguros de que o investigado fosse o autor dos disparos.
Ainda foi levado em consideração que não havia prova de que o ex-companheiro da vítima tivesse descumprido medida protetiva.
Ao recorrer contra a decisão, o MP, por meio do promotor João Paulo Serra Dantas, justificou que testemunhas que estavam na festa reconheceram o acusado como sendo a pessoa que invadiu o local e atirou contra o peito de Mirian na frente da filha dela de 8 anos.
A Promotoria de Justiça comprovou, por meio de documentos, que o investigado descumpriu medida protetiva. Ele foi preso por ameaça contra a vítima no último dia 28 e obteve a liberdade provisória no dia seguinte, em audiência de custódia.
Na época, ele estava proibido de se aproximar da ex-companheira, devendo-se manter pelo menos 200 metros de distância dela. Ele havia agarrado a vítima pelo pescoço, empurrando-a na sequência e, por isso, foi concedida a medida protetiva.
O MP ainda argumentou que o crime praticado é gravíssimo, com pena máxima de 40 anos de prisão e foi cometido mediante descumprimento de medida protetiva de urgência, envolvendo violência doméstica e familiar, bem como o acusado encontra-se foragido.
PRISÃO
O desembargador Xisto Rangel considerou que as testemunhas presenciaram um crime bárbaro, que culminou na perda de um ente querido, levando em consideração ainda que o investigado possui ocorrências de violência doméstica, inclusive contra outras vítimas. (*) Com informações do site Birigui Notícias da Hora

Foto: Reprodução/Birigui Notícias da Hora
IVAN AMBRÓSIO – ESPECIAL PARA O AVANEWS












