A Polícia Militar Ambiental de Fernandópolis autuou responsáveis por infração ambiental após a destruição de um ninho de aves silvestres nativas sem a devida autorização do órgão ambiental competente. A ocorrência foi registrada durante ações das operações “Impacto” e “Piracema”, enquanto a equipe realizava patrulhamento ambiental no município.
A fiscalização teve início após o recebimento de uma denúncia informando sobre a destruição de um ninho no bairro Albino Mininel. Diante da informação, os policiais ambientais se deslocaram até o endereço indicado para apurar os fatos.
No local, a moradora do imóvel relatou que o forro da residência estava danificado e que o barulho causado pelas aves vinha causando transtornos. Em razão disso, decidiu contratar um profissional para realizar a reforma do imóvel, determinando também a retirada dos animais e a eliminação do ninho existente no local.
Durante a intervenção, foram retirados quatro filhotes de aves da fauna silvestre nativa, pertencentes à espécie Psittacara leucophthalmus, conhecida popularmente como maritaca-maracanã. Além da remoção dos filhotes, o ninho foi destruído, o que caracteriza infração administrativa ambiental e crime previsto na legislação vigente.
De acordo com a Polícia Militar Ambiental, a conduta se enquadra na legislação estadual e na Lei Federal de Crimes Ambientais, que proíbem a destruição de ninhos, abrigos e a retirada de animais silvestres sem autorização expressa da autoridade ambiental competente. Em razão da irregularidade, os responsáveis foram autuados e multados em R$ 2 mil cada, além de poderem responder criminalmente pelos atos praticados.
Os filhotes resgatados foram recolhidos pela equipe policial e encaminhados a um médico veterinário especializado para avaliação clínica. Após os cuidados necessários, as aves deverão ser devolvidas à natureza, com soltura em seu habitat natural, conforme orientação técnica.
A Polícia Militar Ambiental reforça que, em situações envolvendo animais silvestres em áreas urbanas, a população deve acionar os órgãos ambientais responsáveis, evitando intervenções por conta própria, que podem resultar em crimes ambientais e prejuízos à fauna nativa.












