qua, 12 de agosto de 2026

Polícia investiga agressão de funcionárias contra menino com autismo em creche municipal de Ilha Solteira

Suposto crime ocorreu no dia 18 de junho em Ilha Solteira. Prefeitura informou que separou a criança dos profissionais supostamente envolvidos e abriu uma sindicância para investigar.

A Polícia Civil investiga uma suposta agressão de quatro funcionárias contra um menino de quatro anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em uma creche municipal em Ilha Solteira.

A Prefeitura de Ilha Solteira informou à TV TEM que separou a criança dos profissionais supostamente envolvidos. A administração municipal também abriu uma sindicância para apurar o caso.

Segundo a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), o crime teria ocorrido no dia 18 de junho e o boletim de ocorrência foi registrado no dia 23 daquele mês. As informações foram obtidas pela TV TEM nesta terça-feira (7).

À polícia, a avó do menino informou que chegou à creche “O Pequeno Príncipe” para levar fraldas a outro neto que estuda na mesma unidade. Ao chegar no local, viu que o menino estava no chão em crise, chorando e assustado.

As duas cuidadoras que estavam com o menino disseram que a criança chegou na escola agressivo. A família do menino, então, registrou o BO na delegacia. A DDM solicitou imagens de câmera de segurança à creche, que, segundo a polícia, mostram que o aluno chegou à escola em comportamento adequado, o que contrariava a versão das cuidadoras.

As imagens não foram disponibilizadas à reportagem, uma vez que o inquérito está em segredo de Justiça. Pelo vídeo, a polícia ainda informou que é possível ver que a criança entra em crise duas vezes na sala de aula e é repreendida com violência pela professora. Na sequência, o menino é retirado da sala e colocado na entrada, onde é imobilizada por 15 minutos no chão.

As agressões, ainda de acordo com o registro policial, são presenciadas por uma auxiliar de enfermagem, que não auxilia a criança. A DDM instaurou inquérito para investigar os crimes de maus-tratos, omissão de socorro e o crime de submeter criança ou adolescente à vexame. G1

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