Uma operação da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (DEIC) resultou na apreensão de uma grande quantidade de figurinhas falsificadas da Copa do Mundo de 2026 na manhã desta terça-feira, em São José do Rio Preto. A ação foi conduzida por equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE) após o recebimento de uma denúncia anônima. Os policiais se deslocaram até uma gráfica localizada na região central da cidade, onde flagraram a produção clandestina dos cromos e recolheram os maquinários utilizados no esquema.
No local, os investigadores encontraram não apenas milhares de figurinhas prontas, mas também insumos gráficos e computadores com arquivos digitais que continham fotos de jogadores prontas para a impressão. De acordo com as investigações preliminares, os golpistas usavam as redes sociais para divulgar e vender o material enganoso. Eles ofereciam um pacote que prometia o equivalente a um álbum completo pelo valor de R$ 200, mas o comprador ainda precisava adquirir o livro oficial separadamente para conseguir colar os adesivos falsos.
Todo o material recolhido foi encaminhado para o Instituto de Criminalística, onde passará por uma perícia técnica detalhada. Os peritos vão analisar a qualidade da impressão para comprovar oficialmente a fraude e embasar o processo por crime de violação de direitos autorais e de propriedade intelectual da FIFA. O dono da gráfica foi levado para a delegacia para prestar depoimento e responderá pelo envolvimento na falsificação enquanto a Polícia Civil dá andamento às investigações para descobrir o alcance da distribuição do produto.
Em nota oficial, a DEIC manifestou preocupação com esse tipo de fraude, destacando que o hábito de colecionar figurinhas é uma tradição cultural lúdica que atravessa gerações no Brasil. A especializada alertou que pessoas de má-fé estão se aproveitando dessa paixão nacional para lesar o bolso dos consumidores com produtos piratas. Com a proximidade do Mundial, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá, as autoridades prometem intensificar a fiscalização para proteger tanto os torcedores quanto as marcas que possuem os direitos comerciais legítimos do evento.












