Uma denúncia anônima colocou fim a uma ação de caça ilegal que vinha ocorrendo na zona rural de Monte Aprazível e levou a Polícia Militar Ambiental (PMAmb) a encontrar armas, armadilhas para captura de animais silvestres, carne de tatu e até restos mortais de uma onça-parda. A ocorrência terminou com um homem preso em flagrante e diversos materiais apreendidos.
A ação foi realizada nesta quarta-feira, 17, durante as operações Impacto e SP Sem Fogo. Após receberem informações sobre a prática de caça clandestina e o possível abate de uma onça-parda, equipes do 4º Batalhão de Polícia Ambiental seguiram até uma propriedade rural localizada na Fazenda Santa Maria para averiguar a denúncia.
No local, os policiais encontraram indícios que confirmavam a atividade ilegal. Durante as buscas, autorizadas pelos moradores da propriedade, foram localizadas duas armas de fogo, munições de diversos calibres, um silenciador artesanal, pólvora e equipamentos utilizados para recarga de munições.
Além do armamento, os policiais encontraram duas armadilhas preparadas para capturar animais silvestres e cerca de 2,7 quilos de carne de tatu, espécie protegida pela legislação ambiental brasileira.
No local, a equipe localizou o laço utilizado para capturar uma onça-parda, além dos restos mortais do animal. O crânio e as presas do felino foram recolhidos e serão destinados para fins de educação ambiental, reforçando o impacto que a caça ilegal provoca sobre a fauna nativa.
Diante das irregularidades constatadas, a PMAmb aplicou uma multa de R$ 1.355 por manter subproduto da fauna silvestre nativa sem autorização. Já a carne apreendida será encaminhada para análise e posterior destinação pelos órgãos competentes.
O responsável pela propriedade recebeu voz de prisão em flagrante por posse irregular de armas de fogo e munições e foi conduzido à Central de Flagrantes de Mirassol, onde a ocorrência foi registrada.
A PMAmb destacou que denúncias anônimas são fundamentais para combater crimes ambientais e proteger espécies ameaçadas, reforçando que a preservação da fauna silvestre depende da participação de toda a sociedade. Por Danielle MOLNAR – DHoje Interior












