Piscicultor fala em prejuízo de R$ 1 milhão após encontrar 40 toneladas de peixes mortos

Piscicultor de Sales (SP) disse que a mortandade de peixes começou depois que percebeu uma mudança na água do Rio Barra Mansa, afluente do Rio Tietê.

 

Um piscicultor de Sales (SP) acordou na manhã desta quinta-feira (11) acumulando um prejuízo de cerca de R$ 1 milhão após encontrar toda sua produção de tilápias mortas no Rio Barra Mansa, um braço do Rio Tietê. A produção ficava em 100 tanques espalhados pelo trecho do rio, entre Sales e Mendonça (SP).

Walter Cícere disse à TV TEM que a mortandade de peixes começou depois que percebeu uma mudança na água do rio, na terça-feira (9).

“Na terça-feira a água começou a ficar marrom, escura, quando amanheceu quarta (10) os peixes mortos começaram a aparecer e alguns pedindo oxigênio. Medimos o oxigênio na água e estava zerado”, afirma o produtor para a TV TEM.

Peixes aparecem mortos às margens do Rio Tietê em cidades da região noroeste paulista

Peixes aparecem mortos às margens do Rio Tietê em cidades da região noroeste paulista

Na manhã desta quinta-feira a criação toda apareceu morta. Segundo ele, algo em torno de 40 a 50 toneladas de tilápias.

De acordo com a Polícia Ambiental, cerca de 30 toneladas de peixes também foram retiradas das margens do rio nas cidades de Adolfo, Ubarana e Mendonça (SP).

“É só em um pedaço do rio, não é o rio todo. Para baixo não tem peixe morto, mas para cima do rio tem muito peixe morto também. Eu calculo um prejuízo de R$ 1 milhão”, afirma. Prefeitura de Sales está ajudando o piscicultor com tratores e caminhões para a retirada dos peixes mortos.

De acordo com piscicultor, 40 toneladas de peixes morreram — Foto: Reprodução/TV TEMDe acordo com piscicultor, 40 toneladas de peixes morreram — Foto: Reprodução/TV TEM

De acordo com piscicultor, 40 toneladas de peixes morreram — Foto: Reprodução/TV TEM

Cetesb

Técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) coletaram amostras da água para análise.

“As amostras serão encaminhadas para o laboratório de Marília (SP) e a outras irão para São Paulo. O resultado deve sair em 30 dias”, explica o técnico ambiental do órgão Paulo José Figueiredo.

Para o biólogo da Unesp, Arif Cais o caso é mais grave do que aparenta ser, pois coloca em risco todo o ecossistema.

“O que estamos vendo são os peixes mortos. No entanto, não são apenas eles. Morre uma cadeia toda abaixo deles”, afirma Arif Cais.

Água verde

Desde o fim do ano passado, a coloração da água do Rio Tietê vem sendo questionada. Em diversos momentos, ela chegou a ficar bem densa e esverdeada. Além da cor, o cheiro incomodava bastante os pescadores da região.

A Cetesb tinha informado que as algas ajudaram o rio a ficar verde e que elas se proliferam por causa da temperatura e nutrientes na água. Muitos desses nutrientes podem ser por causa de fertilizantes da agricultura.

A situação foi registrada em Barbosa, Mendonça, Adolfo, Buritama, Glicério, Santo Antônio do Aracanguá e Pereira Barreto (SP).

G1.

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