qua, 12 de agosto de 2026

PF e Gaeco prendem empresários de uma mesma família em Tanabi por envolvimento com tráfico e lavagem de dinheiro

Quatro pessoas de uma mesma família, entre homens e mulheres, foram presas em Tanabi na manhã desta quarta-feira (21), durante a deflagração da Operação Atelís, uma ação conjunta da Polícia Federal (PF) com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. Todos os detidos são empresários conhecidos no município e são acusados de integrar uma organização criminosa especializada no tráfico interestadual de drogas e na lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, a quadrilha utilizava caminhões frigoríficos para ocultar entorpecentes entre cargas de carne. As investigações revelaram que o grupo movimentou aproximadamente R$ 400 milhões em recursos de origem ilícita. A operação contou com o apoio do Comando de Policiamento de Choque (CPChq), envolvendo equipes da Rota, COE e GATE, e mobilizou mais de 300 agentes.

Além de Tanabi, os mandados judiciais foram cumpridos nas cidades de São José do Rio Preto, Mirassol, Ipiguá e Pontes e Lacerda (MT). No total, a 1ª Vara Criminal de São José do Rio Preto expediu 40 mandados de busca e apreensão, 17 de prisão preventiva, 16 de prisão temporária e 54 ordens de bloqueio de bens e valores.

Durante as investigações, foram apreendidos mais de 2 toneladas de cocaína, 508 quilos de maconha e duas armas de fogo. A Polícia Federal confirmou ainda que dois investigados, ligados a uma facção criminosa, morreram em confronto com agentes durante uma abordagem em São José do Rio Preto. Um policial também foi preso.

A operação recebeu o nome de Atelís, termo grego que significa “imperfeito” ou “incompleto”, numa referência à queda da estrutura criminosa investigada. O objetivo, segundo as autoridades, é desarticular completamente o “ecossistema criminoso”, atingindo desde os líderes da quadrilha até os operadores logísticos e os responsáveis pela lavagem dos valores multimilionários.

Os empresários presos em Tanabi permanecem à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e rastrear os bens adquiridos com o dinheiro do tráfico. Novas fases da operação não estão descartadas.

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