PF deflagra operação Farra do Tesouro 2 e pede afastamento de servidor da Prefeitura de Jales 

Equipes cumprem dois mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (14). Em 2018, cinco pessoas foram presas suspeitas de desvio de R$ 6 milhões. 

Na manhã desta quinta-feira (14), uma operação realizada pela Polícia Federal de Jales/SP, investiga fraudes em licitações envolvendo a prefeitura e uma corretora de seguros foi deflagrada em sua segunda fase. A primeira etapa da operação Farra do Tesouro havia sido realizada em julho de 2018. 

Operação Farra do Tesouro 2 

Ainda era de madrugada quando policiais federais iniciaram os trabalhos da operação, que investiga desvios de recursos públicos na prefeitura. As equipes saíram para cumprir dois mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão. 

Segundo a Polícia Federal, foram apreendidos celulares, notebooks, quatro armas e munições. Todo o armamento foi apreendido na posse de um empresário, que estaria envolvido no esquema. “Além da prisão temporária, ele também será preso em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma e munição, pois as armas estão em situação irregular (sem registro ou em nome de terceiros)”, informou a PF. 

A primeira fase da Operação Farra no Tesouro aconteceu em 2018. Na época, foram presos a tesoureira da Prefeitura de Jales, além de três familiares suspeitos do desvio de aproximadamente R$ 10 milhões dos cofres do município. “A PF já conseguiu comprovar, até o momento, o desvio de mais de seis milhões de reais. Os investigados aguardam a sentença judicial em liberdade, por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal)”, disse à PF em nota à imprensa. 

Ainda conforme informações, o delegado da PF pediu o afastamento do chefe do setor de licitações, que foi impedido de chegar a 200 metros de distância do prédio da prefeitura. 

A partir da análise da documentação apreendida na primeira fase da operação, a Polícia Federal concluiu que a contratação de seguros da frota dos veículos do município era feita de forma suspeita e pode ter causado prejuízo a prefeitura, a partir de 2015. 

Os principais crimes investigados são organização criminosa, peculato, estelionato e fraude à licitação. Os presos serão ouvidos pela autoridade policial na sede da PF em Jales e encaminhados para cadeias da região onde permanecerão à disposição da Justiça. 

De acordo com o delegado da PF Cristiano Pádua, o dinheiro era usado até para pagar buffet de festas organizadas por Érica. “- Uma vida de luxo bancada pelo contribuinte, pela população. Em pouco tempo, eles tinham um patrimônio imenso, e algumas diligências mostraram que o patrimônio cresceu muito rápido”, afirmou o delegado da PF. 

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