Dois pescadores foram flagrados pela Polícia Militar Ambiental praticando pesca subaquática ilegal na madrugada desta terça-feira, na Represa de Água Vermelha, em Mira Estrela. A dupla foi surpreendida no bairro Taquari enquanto utilizava iluminação artificial para capturar os peixes, um método que é expressamente proibido pela legislação ambiental brasileira. A abordagem fez parte das ações das operações Impacto e SP Sem Fogo, desencadeadas após denúncias anônimas sobre a atividade irregular na região.
Por volta de 1h45, os policiais que monitoravam o reservatório avistaram fachos de luz saindo de um barco perto do Condomínio Lago Azul. Ao se aproximarem para a vistoria, os agentes encontraram roupas de mergulho, arbaletes — que são espécies de arpões para uso na água — e quase 40 quilos de peixes das espécies tucunaré e tilápia. Os homens, que possuem registro de pesca amadora, confessaram que usavam as lanternas para clarear o fundo da represa e facilitar o abate dos animais, que ficam mais lentos e indefesos durante o período da noite.
Por conta do uso desse método proibido e pelo fato de o crime ter sido cometido na escuridão da madrugada, o que agrava a situação perante as leis de proteção à fauna, a Polícia Ambiental aplicou uma multa pesada aos infratores. Cada um dos homens recebeu uma autuação no valor de R$ 3.562,00. Todos os equipamentos e o barco utilizados na pescaria foram retidos pela equipe de fiscalização.
Os 39 quilos de peixes apreendidos passaram por avaliação e, como estavam próprios para o consumo humano, ganharam um destino solidário. O pescado foi doado oficialmente ao Asilo São Vicente de Paulo, localizado na cidade de Fernandópolis, conforme prevê a legislação para casos de apreensões desse tipo. A Polícia Ambiental reforçou que esse tipo de patrulhamento rigoroso serve para proteger o ecossistema dos rios e garantir que a reprodução das espécies não seja prejudicada por práticas predatórias.












