qua, 12 de agosto de 2026

Pescadores são multados em Mira Estrela por pesca noturna ilegal com arpão

Dois pescadores foram flagrados pela Polícia Militar Ambiental praticando pesca subaquática ilegal na madrugada desta terça-feira, na Represa de Água Vermelha, em Mira Estrela. A dupla foi surpreendida no bairro Taquari enquanto utilizava iluminação artificial para capturar os peixes, um método que é expressamente proibido pela legislação ambiental brasileira. A abordagem fez parte das ações das operações Impacto e SP Sem Fogo, desencadeadas após denúncias anônimas sobre a atividade irregular na região.

Por volta de 1h45, os policiais que monitoravam o reservatório avistaram fachos de luz saindo de um barco perto do Condomínio Lago Azul. Ao se aproximarem para a vistoria, os agentes encontraram roupas de mergulho, arbaletes — que são espécies de arpões para uso na água — e quase 40 quilos de peixes das espécies tucunaré e tilápia. Os homens, que possuem registro de pesca amadora, confessaram que usavam as lanternas para clarear o fundo da represa e facilitar o abate dos animais, que ficam mais lentos e indefesos durante o período da noite.

Por conta do uso desse método proibido e pelo fato de o crime ter sido cometido na escuridão da madrugada, o que agrava a situação perante as leis de proteção à fauna, a Polícia Ambiental aplicou uma multa pesada aos infratores. Cada um dos homens recebeu uma autuação no valor de R$ 3.562,00. Todos os equipamentos e o barco utilizados na pescaria foram retidos pela equipe de fiscalização.

Os 39 quilos de peixes apreendidos passaram por avaliação e, como estavam próprios para o consumo humano, ganharam um destino solidário. O pescado foi doado oficialmente ao Asilo São Vicente de Paulo, localizado na cidade de Fernandópolis, conforme prevê a legislação para casos de apreensões desse tipo. A Polícia Ambiental reforçou que esse tipo de patrulhamento rigoroso serve para proteger o ecossistema dos rios e garantir que a reprodução das espécies não seja prejudicada por práticas predatórias.

Compartilhe!

    Relacionados