Uma pescaria que começou com o objetivo de fisgar tucunarés terminou com um feito histórico para dois moradores de Urupês (SP) na última segunda-feira (26). Maurício e Rodrigo conseguiram capturar um pirarucu de aproximadamente 135 quilos e 2,48 metros de comprimento enquanto pescavam às margens da prainha de Riolândia, no Rio Grande. O momento da captura foi registrado em vídeo e rapidamente se espalhou pelas redes sociais, chamando a atenção pela proporção impressionante do animal, que superou em muito a altura de um dos pescadores, de 1,78 metro.
A conquista foi o resultado de uma resistência física exaustiva, já que a dupla utilizava equipamentos leves, inadequados para peixes desse porte. Segundo Maurício, foram necessárias cerca de duas horas e meia de esforço contínuo para conseguir retirar o gigante da água sem romper a linha. O pescador descreveu a experiência como uma verdadeira batalha vencida, destacando a surpresa de encontrar um exemplar tão grande em uma região onde a espécie não é originária.
Embora o pirarucu seja nativo da Bacia Amazônica, sua presença em rios do interior paulista tem se tornado mais comum. Especialistas explicam que esses peixes não migraram naturalmente para o Sudeste, mas foram introduzidos por ação humana, muitas vezes escapando de tanques de criação durante enchentes ou rompimentos de estruturas de aquicultura. O Rio Grande, com suas águas calmas em certos trechos, oferece um ambiente favorável para que esses animais se estabeleçam e cresçam.
Apesar do entusiasmo dos pescadores, pesquisadores fazem um alerta sobre os riscos ambientais dessa introdução. Por ser uma espécie exótica na região e um predador de topo de cadeia, o pirarucu não possui inimigos naturais nos rios paulistas. O seu apetite voraz pode desequilibrar a fauna local, competindo por alimento e espaço com as espécies nativas. O caso reforça o debate sobre o impacto de espécies invasoras nos ecossistemas fluviais do estado. Região Noroeste:












