Pacientes da região podem ser internados em Barretos e Araraquara

Leitos sem fronteira
Com a notícia de que o Hospital de Base de Rio Preto e o Hospital Emílio Carlos de Catanduva tinham registrado 100% de ocupação de seus leitos de UTI para Covid-19 no final de semana, o deputado estadual Itamar Borges (MDB) procurou representantes do governo João Doria (PSDB). E recebeu a informação, entre outras, de que, diante da emergência, regionais como as de Araraquara e Barretos, com maior folga, estariam preparadas para receber pacientes das cidades que pertencem à DRS de Rio Preto.

Mobilização
Além de Itamar, acabaram entrando na mobilização junto ao vice-governador Rodrigo Garcia (DEM) o deputado estadual Carlão Pignatari (PSDB), de Votuporanga, e o deputado federal Geninho Zuliani (DEM), de Olímpia.

Assustou
A remoção para outras regionais, por meio da central de regulação de vagas no Estado, já vinha sendo cogitada desde que os números das instituições de saúde, que são referências na região, começaram a preocupar. O HB, por exemplo, bateu em 100% pela primeira vez no último final de semana, mas já vinha cravando mais de 90% há algumas semanas. O mesmo ocorre como a Santa Casa de Votuporanga, que atende aquela microrregião, e os hospitais de Catanduva, por exemplo.

Já começou
O DLNews apurou que a busca por vagas em hospitais com convênio estadual em outras regiões de fato acabou ocorrendo diante da necessidade de encaminhar um paciente em estado grave de Cosmorama. Isso porque o HB, que tem 117 vagas credenciadas pelo Estado para pacientes Covid-19, estava com lotação máxima. Ainda assim, a instituição acabou recebendo pacientes extras, que ocuparam leitos em uma ala recém-adaptada. A direção do HB e o Estado seguem conversando sobre o credenciamento de mais vagas.

Em Rio Preto
Enquanto isso, a Prefeitura de Rio Preto também trabalha para ampliar o número de leitos exclusivos para pacientes locais. Além do HB, que atende ainda outras 102 cidades, o município conta com 36 leitos de UTI na Santa Casa, 10 leitos de UTI no Hospital de Jaci e 35 leitos (UTI e enfermaria) na UPA Jaguaré.

Nas UPAs
A Secretaria de Saúde já analisa outras UPAs que possam receber leitos para paciente Covid. A mais bem cotada, até o momento, é a do Santo Antônio, que já está atendendo a pacientes com síndromes respiratórias. No caso, a demanda é por leitos de enfermaria.

Foram otimistas
Os políticos da região entraram em campo também para ampliar o convênio para atendimento Covid-19 entre o Estado e o Hospital de Base. Isso porque o contrato vence em agosto, mas, pela realidade atual, esse prazo acabou se revelando otimista demais. A proposta é reeditar a parceria até novembro, quando, acredita-se, a situação estará mais tranquila.

Vermífugo 1
A Prefeitura de Rio Preto vai gastar R$ 260 mil na compra de 150 mil comprimidos de ivermectina, que serão utilizados no combate à Covid-19. O pregão eletrônico para a compra do medicamento, que não tem qualquer eficácia comprovada no combate à doença, foi realizado na manhã desta segunda-feira (3). Cada comprimido de 6 mg saiu por R$ 1,44.

Vermífugo 2
Indicado para combater vermes e parasitas, a ivermectina não está contemplada no protocolo da Secretaria de Saúde de Rio Preto para o tratamento ou prevenção da Covid. Segundo o secretário de Saúde, Aldenis Borim, mesmo assim alguns médicos têm receitado o medicamento. “Eu não posso contestar um ato médico, por isso precisamos ter em estoque. Mas nós não indicamos nem recomendamos o uso da ivermectina contra a Covid”, disse Borim recentemente ao DLNews, ao justificar a compra dos 150 mil comprimidos.

Vermífugo 3
A aquisição do medicamento pela Prefeitura de Rio Preto, revelado há uma semana com exclusividade pelo DLNews, causou nas redes sociais. “O genocídio em Rio Preto agora vai ser abastecido com doses de charlatanismo”, afirmou o médico sanitarista Cacau Lopes. Outro que desaprova o uso da ivermectina no combate ao coronavírus é o virologista Maurício Lacerda Nogueira, coordenador dos testes da vacina contra a Covid (Coronavac) em Rio Preto. Para ele, a ivermectina é segura e efetiva, mas somente “para piolhos e sarnas”.

Pesar
A morte por Covid-19 de Dorival Faveri, 67 anos, na madrugada desta segunda-feira (3) provocou comoção em Mirassol. Discreto e profissional, ele foi certamente uma das únicas unanimidades entre os quatro últimos prefeitos que serviu como motorista, conseguindo, como servidor municipal, passar ileso pela tumultuada política local. O prefeito André Vieira emitiu nota oficial de pesar. Seus antecessores, os médicos José Ricci Júnior, Cristina Gordo Francisco e Chim Palchetti, também se manifestaram com pesar.

DLNEWS

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