“Operação #TudoNosso”: Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba é preso em operação da PF

De acordo com a Polícia Federal, foram presos Igor Tiago Pereira, e o pai dele José Avelino Pereira, que seria o líder do grupo responsável por desviar dinheiro público da prefeitura de Araçatuba/SP por meio de contratos fraudulentos.

Na manhã desta terça-feira (13), o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba/SP e o pai dele foram presos durante a Operação “#TudoNosso”, da Polícia Federal, em combate à corrupção na prefeitura de Araçatuba/SP. Mais de 150 policiais federais estão nas ruas para cumprir 14 mandados de prisão temporária e 37 mandados de busca e apreensão. 

As ações ocorrem em Araçatuba, Clementina/SP, Itatiba/SP e Jundiaí/SP, além da capital paulista. 

De acordo com a Polícia Federal, em Itatiba foram presos Igor Tiago Pereira, que é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade e o pai dele, José Avelino Pereira, empresário e sindicalista apontado como o líder do grupo criminoso. Os dois foram encaminhados para a Polícia Federal para prestarem depoimento. 

Segundo a polícia, eles participavam de um esquema que desviava recursos públicos da prefeitura de Araçatuba por meio de contratos fraudulentos. 

Segundo as informações preliminares da PF, José Avelino seria o líder do grupo responsável por desviar dinheiro público da prefeitura de Araçatuba por meio de contratos fraudulentos, um deles registrado em nome de Igor Pereira e também em nome de laranjas. Esses contratos, de acordo com a PF. 

De acordo com a PF, José Avelino, que é empresário, sindicalista e presidente de diretório político em Araçatuba, de 64 anos, é suspeito de fazer contratos fraudulentos com a prefeitura. 

Policiais federais cumprem mandados na prefeitura de Araçatuba e simultaneamente em quatro secretarias municipais, e na sede do diretório político coordenado pelo sindicalista, apontado pela investigação como líder da organização criminosa, e em outros endereços comerciais e residenciais relacionados às empresas e investigados. 

Na casa do sindicalista, em Itatiba, os policiais apreenderam joias, dinheiro e droga. Já na sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Material Elétrico de Itatiba e Região, presidido pelo filho de José Avelino, ambos com prisão decretada, a equipe da PF recolheu um malote com documentos. 

As investigações tiveram início há dois anos após a PF receber denúncias indicando a prática de crimes de desvios de recursos públicos da Prefeitura de Araçatuba por meio da contratação fraudulenta de empresas prestadoras de serviço. 

Investigação 

As investigações estão concentradas na sede da Polícia Federal de Araçatuba. Segundo a PF, o empresário é o responsável por um esquema de corrupção envolvendo diversas empresas ligadas a família dele. O filho e um genro dele seriam sócios “laranja” de empresas e também tiveram a prisão decretada. 

A Polícia Federal informou que a maioria das empresas, usadas nas licitações fraudadas, não está registrada no nome do empresário, e que ele é o dono, de fato, de pelo menos cinco delas. A maioria dos sócios apenas “emprestam” o nome em troca de vantagens da organização criminosa, explicou a PF. 

Nos últimos dois anos, de acordo com a PF, as empresas investigadas aditaram ou celebraram contratos com a prefeitura de Araçatuba nas áreas de educação e assistência social. Alguns servidores públicos estariam envolvidos após indicação em setores estratégicos, de interesse da organização criminosa, para facilitar as fraudes. 

A Justiça Federal decretou, além das buscas e prisões, o afastamento cautelar de servidores públicos municipais envolvidos para cessar a ação da organização criminosa e garantir a restituição dos valores desviados para o município. 

O nome da Operação “#TudoNosso” faz alusão ao termo frequentemente utilizado pelos investigados, inclusive em redes sociais, nas ocasiões em que obtinham sucesso nas diversas fraudes cometidas. 

Os presos serão indiciados pelos crimes de corrupção ativa e passiva, falsificação de documentos (públicos e privados), peculato, associação criminosa, fraudes em licitações, entre outros. 

Os presos, após serem ouvidos na sede da PF em Araçatuba, serão encaminhados para cadeias da região onde permanecerão custodiados à disposição da Justiça Federal. 

FONTE: Informações | G1 

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