A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira, a chamada “Operação Desvio” para desmantelar um esquema criminoso de desvio e revenda ilegal de bebidas alcoólicas e não alcoólicas. A ação policial ocorreu de forma simultânea nas cidades de Fernandópolis e Santa Fé do Sul, resultando no cumprimento de mandados judiciais e na confissão de envolvidos.
As investigações sobre o caso tiveram início no mês de janeiro, logo após o dono de um supermercado situado em Santa Fé do Sul notar a falta constante de mercadorias e procurar as autoridades para registrar uma denúncia. De acordo com as informações fornecidas pela polícia, o crime contava com a participação direta de funcionários do próprio supermercado e também de trabalhadores de uma empresa distribuidora de bebidas.
O esquema funcionava de maneira estratégica durante o momento da entrega dos produtos. Na hora da conferência, os funcionários davam baixa nas notas fiscais registrando que toda a carga havia sido recebida, mas, na realidade, uma parte das bebidas sequer saía dos caminhões. Essas mercadorias que sobravam nos veículos eram posteriormente revendidas de forma clandestina para terceiros, e o dinheiro arrecadado com o comércio ilegal era dividido em partes iguais entre os integrantes do grupo criminoso.
Segundo o delegado responsável pelo caso em Santa Fé do Sul, Matheus Arnaldo Pereira da Silva, a operação resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão, dos quais dois foram executados em Fernandópolis e um em Santa Fé do Sul. Durante as buscas, os policiais apreenderam os telefones celulares dos investigados. Três suspeitos de liderar a fraude foram conduzidos até a delegacia para prestar depoimento e acabaram confessando formalmente a participação no crime. O prejuízo total causado ao proprietário do supermercado foi estimado em quase 40 mil reais.
A Polícia Civil informou que os trabalhos de investigação continuam em andamento com o objetivo de identificar e localizar os comerciantes e receptadores que compravam as bebidas desviadas. As autoridades alertam que, caso fique comprovado que outros estabelecimentos comerciais compravam conscientemente esses produtos sem procedência para revender ao público, os donos dessas empresas serão indiciados e poderão responder criminalmente pelo crime de receptação qualificada.












