O Ministério da Justiça e Segurança Pública apresentou os desdobramentos da Operação Lívia, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul com suporte do Laboratório de Operações Cibernéticas. As investigações apuraram a atuação de um grupo virtual dedicado a atrair crianças e adolescentes para praticar automutilação, violência contra animais e atos extremistas que induziam ao suicídio.
A ação policial teve início após a morte de uma jovem de 13 anos em Naviraí, no Mato Grosso do Sul, cuja transmissão ocorreu ao vivo na plataforma Discord. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em diversos estados, culminando na apreensão de cinco adolescentes de 13 a 17 anos e na prisão de um jovem de 18 anos. Entre os envolvidos apontados na liderança das atividades ilícitas pelo Telegram e Discord está um menor de 14 anos localizado no Rio de Janeiro. Durante as diligências, a polícia identificou novas vítimas e impediu que outro atentado fosse transmitido na internet.
O caso também reacendeu o debate sobre a responsabilização das empresas de tecnologia. O Ministério da Justiça apontou que as plataformas falharam ao não interromper a transmissão, não notificar as autoridades em tempo hábil e não aplicar sistemas efetivos de verificação de idade, descumprindo normas do Estatuto da Criança e do Adolescente na esfera digital. A pasta encaminhará um pedido formal de apuração à Agência Nacional de Proteção de Dados, enquanto as autoridades alertam os pais sobre a importância de monitorar o acesso e as interações de filhos menores no ambiente virtual.












