O balanço do feriado prolongado nas estradas brasileiras acendeu um alerta para a segurança no trânsito. Durante os cinco dias de fiscalização intensificada da Operação Corpus Christi, encerrada no último domingo, dia 7 de junho, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) contabilizou 98 mortes e 1.057 pessoas feridas em todo o país. Ao todo, as equipes atenderam 1.060 acidentes nas rodovias federais ao longo do período.
Para tentar frear a violência nas pistas, os policiais rodoviários realizaram um monitoramento rigoroso, abordando mais de 210 mil pessoas e veículos, com foco em pontos considerados mais perigosos e utilizando radares portáteis. Mesmo com a presença das equipes, a imprudência deu o tom da viagem de muitos motoristas. Os radares flagraram 24.212 veículos trafegando acima do limite de velocidade permitido. Além disso, a PRF emitiu 4.277 multas por ultrapassagens perigosas e proibidas, e flagrou 3.283 condutores ou passageiros que viajavam sem o cinto de segurança ou transportavam crianças sem a cadeirinha regulamentar.
A combinação entre álcool e direção também foi alvo de forte repressão. Os agentes realizaram mais de 75 mil testes do bafômetro em todo o território nacional, resultando em 879 autuações de motoristas que foram pegos dirigindo bêbados ou que se recusaram a soprar o aparelho. Desse total, 69 pessoas acabaram presas em flagrante porque o nível de álcool no sangue atingiu o limite considerado crime de trânsito ou porque apresentavam sinais evidentes de embriaguez. No topo do ranking da violência, os estados de Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná foram os que concentraram a maior quantidade de acidentes e vítimas fatais. Os mineiros lideraram as estatísticas com 135 batidas e 10 mortes, seguidos de perto pelos catarinenses, com 130 ocorrências e 6 óbitos, e pelos paranaenses, que somaram 112 acidentes e 5 vidas perdidas.
Uma novidade na operação deste ano foi a atenção especial voltada para as viagens coletivas, motivada pelo aumento recente de acidentes graves com ônibus, micro-ônibus e vans. Somente nos primeiros quatro meses de 2026, esse tipo de transporte se envolveu em 690 acidentes e causou 74 mortes no Brasil. Por conta disso, a PRF inspecionou 1.389 ônibus para checar se a documentação dos motoristas e das empresas estava em dia, além de vistoriar as condições gerais de manutenção e os itens de segurança oferecidos aos passageiros. A corporação ressaltou que todos esses dados ainda são preliminares e os números finais podem aumentar à medida que os relatórios de cada estado forem atualizados no sistema.












