dom, 14 de junho de 2026

Operação aperta o cerco contra pirataria de álbuns de figurinhas e camisas da seleção

A febre dos colecionadores e torcedores para a Copa do Mundo de 2026 virou alvo de criminosos e, consequentemente, da polícia. O Departamento Estadual de Investigações Criminais realizou uma grande operação nesta terça-feira, dia 9 de junho de 2026, com o objetivo de combater a falsificação e a venda ilegal de álbuns, figurinhas e uniformes esportivos. A ofensiva se concentrou em pontos estratégicos do comércio popular da capital paulista, nos bairros do Brás e do Canindé.

A ação foi coordenada de perto pela equipe especializada em combater a pirataria da Divisão de Investigações Gerais. Durante as vistorias em lojas localizadas na movimentada Avenida Rangel Pestana e nas ruas Vautier e Alexandrino Pedroso, os policiais conseguiram recolher um volume impressionante de material irregular: foram apreendidas 50 mil figurinhas falsas, mil álbuns piratas e mais de mil camisetas falsificadas da seleção brasileira. Quatro comerciantes foram flagrados vendendo os produtos e vão responder na Justiça por crime contra a propriedade industrial, enquanto todas as mercadorias foram levadas para o depósito e passarão por análise pericial.

A polícia decidiu intensificar esse tipo de fiscalização justamente por causa da proximidade dos jogos do Mundial, momento em que a procura por esses itens dispara e os golpistas aproveitam para enganar os compradores. O cerco já vinha se fechando desde o final do mês passado, quando outra ação do Deic apreendeu 85 mil itens colecionáveis e duas mil camisas em lojas do centro, terminando com cinco prisões em flagrante baseadas na Lei Geral do Esporte.

Diante do grande volume de produtos falsos circulando, o delegado titular Wagner Carrasco fez um alerta importante para que as pessoas não joguem dinheiro fora. O especialista orienta o consumidor a desconfiar imediatamente quando o preço estiver muito abaixo do que é cobrado nas bancas e lojas oficiais, além de sempre checar a qualidade do papel e a procedência do local de compra. O Procon-SP, que teve um aumento expressivo nas queixas sobre o tema, também recomenda que os torcedores pesquisem a reputação dos vendedores, evitem fechar negócios apenas por aplicativos de mensagens e guardem todos os comprovantes de pagamento e anúncios caso precisem registrar uma reclamação oficial nos canais de atendimento.

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