Número de fatalidades de trânsito apresenta redução no 1º trimestre 

Índice no Estado é o menor já registrado pelo Infosiga SP; diminuição está ligada à queda em acidentes envolvendo pedestres. Porém, nas regiões de São José do Rio Preto/SP e Araçatuba/SP houveram aumentos. 

O Estado de São Paulo registrou, no primeiro trimestre deste ano, o menor número de mortes no trânsito desde 2015. Entre janeiro e março, foram 1.205 fatalidades em ruas e estradas contra 1.212 no ano passado (-0,6%). 

Na comparação com os três primeiros meses de 2015, início da série histórica do Infosiga SP, a redução é de -24,5% (1.597 óbitos). Em março, foram registradas 429 ocorrências, queda de -4% na comparação com março de 2018 (447 casos). As reduções foram influenciadas pela significativa queda no número de atropelamentos no trimestre (-15,4%). 

Diminuição 

Infosiga SP também aponta redução dos índices em 8 das 16 regiões administrativas do Estado. Houve queda nas regiões de Itapeva (-30%), Ribeirão Preto (-26%), Franca (-25%), São José dos Campos (-22%), Registro (-11%), Sorocaba (-9%), Presidente Prudente (-8%) e Campinas (-4%) em relação ao primeiro trimestre de 2018. 

Os aumentos aconteceram nas regiões de Barretos (+42%), Araçatuba (+37%), Central (+30%), Marília (+26 %), São José do Rio Preto (+25%), Baixada Santista (+8%), Região Metropolitana da Capital (+3%) e Bauru (+3%). 

Entre os acidentes em que foi possível identificar com precisão o local da ocorrência, a maior parte aconteceu em vias municipais (57,1%), enquanto (42,9%) foram em rodovias. 

Ocorrências 

Os novos dados do Governo de São Paulo revelam que a acentuada queda no número de vítimas pedestres (-15,4%) impactou os números no Estado. Entre janeiro e março de 2019, foram registradas 286 ocorrências contra 338 em 2018. Em março deste ano, foram 97 vítimas contra 137 no mesmo período do ano passado. No trimestre, 60,1% dos atropelamentos aconteceram em vias municipais e 35,7% em rodovias. Em 4,2% dos casos não foi possível identificar com precisão o tipo de via. 

Já o número de vítimas motociclistas registrou aumento. Em 2019, foram 439 casos contra 415 nos três primeiros meses de 2018 (+5,8%). Somente em março ocorreram 160 fatalidades contra 139 no ano passado (+15,1%). 

Ocupantes de automóveis aparecem em terceiro lugar nas estatísticas e com aumento no número de ocorrências. Foram 310 no primeiro trimestre de 2019 contra 275 no período anterior (+12,8%), sendo 106 registradas em março deste ano e 92 em 2018 (+15,2%). A grande parte dos acidentes fatais envolvendo esse grupo ocorreu em rodovias (65,8%). 

Fatalidades envolvendo ciclistas aparecem em quarto lugar nas estatísticas. Ao todo, foram 93 ocorrências em 2019 contra 87 em 2018, alta de +6,9%. Apenas em março foram 35 casos, enquanto no ano passado foram 30 vítimas (+16,6%). Em 73,1% dos acidentes, o ciclista foi atingido por outro veículo, sendo que em 47% dos casos há um automóvel envolvido na colisão. 

Perfis 

O perfil da vítima de acidente no Estado é homem (80,7%), condutor do veículo (57,9%) e cerca de um quarto dos casos (26,6%) envolve jovens com idade entre 18 e 29 anos. Os acidentes estão concentrados no período da noite (49%) e nos finais de semana (48,5%). 

Movimento Paulista 

Programa do Governo do Estado de São Paulo, tem como principal objetivo reduzir pela metade os óbitos no trânsito no Estado até 2020. Inspirado na “Década de Ação pela Segurança no Trânsito”, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o período de 2011 a 2020, o comitê gestor do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito é coordenado pela Secretaria de Governo e composto por mais nove secretarias de Estado: Casa Civil, Segurança Pública, Logística e Transportes, Saúde, Direitos da Pessoa com Deficiência, Educação, Transportes Metropolitanos, Fazenda e Planejamento e Desenvolvimento Econômico. 

As secretarias são responsáveis por construir um conjunto de políticas públicas para redução de vítimas de acidentes de trânsito no Estado. O Movimento Paulista de Segurança no Trânsito envolve também a sociedade civil e conta com o apoio de empresas privadas. 

FONTE: Reprodução | Governo de São Paulo 

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