Novo caça da FAB faz voo de estreia na Suécia 

Compra de 36 caças Gripen foi anunciada em 2013. No voo de teste, piloto fez manobras em diferentes altitudes e velocidades. A primeira unidade será entregue às forças brasileiras em 2021. 

Ontem (26), o Gripen, novo caça da FAB (Força Aérea Brasileira), fez o voo de estreia em Linköping, no sul da Suécia. A compra dos caças foi anunciada em 2013, em contrato no valor de US$ 4,5 bilhões, na aquisição de 36 aeronaves. 

O voo de estreia durou pouco mais de uma hora. Os suecos homenagearam o Brasil com a pintura da bandeira no estabilizador vertical do avião. Nas asas, o azul também foi incluído como parte da identidade visual brasileira do caça. 

Os pilotos fizeram manobras em diferentes altitudes e velocidades. A velocidade máxima do caça não foi divulgada, mas ele pode chegar a 2,4 mil quilômetros por hora – duas vezes mais rápido que a velocidade do som. 

O piloto de testes sueco Richard Ljungberg fez o voo de estreia do caça. Ele disse que foi uma honra e que estava orgulhoso por ser o primeiro a voar no Gripen do Brasil. E que tudo correu bem, exatamente como nas simulações. O primeiro avião de combate será entregue às forças brasileiras em 2021. 

Transferência de tecnologia 

A transferência de tecnologia foi um dos principais motivos para o governo optar pelo Gripen e não pelo Boeing (dos EUA) ou pelo Rafale (da francesa Dassault). 

Seis empresas brasileiras foram escolhidas para trabalhar na montagem da nova geração do Gripen e receber conhecimentos tecnológicos da montadora. 

Os projetos incluem treinamento teórico, pesquisa, desenvolvimento de sistemas de aviões e treinamentos práticos na fábrica da SAAB, na Suécia. 

Desde o início do contrato, tem havido intercâmbio de funcionários brasileiros na Suécia. Até agora, cerca de 200 engenheiros, montadores e pilotos já estiveram em Linkoping, e os treinamentos variam de 3 meses a dois anos, dependendo da função. 

O primeiro Gripen do Brasil vai continuar na Suécia para a continuação dos testes. O programa também prevê que os últimos 15 aviões serão produzidos e montados em solo brasileiro. 

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