Nova variante faz governo do Estado de São Paulo manter uso de máscaras e antecipar doses

Estado de São Paulo volta atrás e, por causa da ameaça da variante Ômicron, já identificada no Brasil, mantém obrigatoriedade de utilizar máscaras em locais abertos. Intervalo para dose de reforço é reduzido de cinco para quatro meses

O governo do Estado de São Paulo decidiu voltar atrás e manter a obrigatoriedade de máscaras ao ar livre como medida de prevenção ao coronavírus. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 2, e revoga a decisão de 24 de novembro, que desobrigaria o uso do item de segurança a partir de 11 de dezembro.

O Estado de São Paulo também anunciou a antecipação da dose de reforço. Agora, quem tomou a segunda dose há pelo menos quatro meses pode receber o reforço – até esta quinta-feira, o intervalo era de cinco meses. As duas medidas foram tomadas por precaução devido à variante Ômicron.

A Prefeitura de Rio Preto anunciou na manhã desta quinta que vai seguir o Estado e manter a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais abertos.

“Decidimos adotar essa medida por prudência com o cenário epidemiológico no Estado. Todos os números demonstram que a pandemia está recuando em São Paulo, mas vamos optar pela precaução. O nosso maior compromisso é com a saúde da população”, falou Doria em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 2. A obrigatoriedade de máscaras em todos os ambientes está em vigor desde 7 de maio de 2020.

A decisão foi tomada após uma recomendação do Comitê Científico, em que os especialistas apontaram que há incertezas quanto ao impacto da variante Ômicron às vésperas do fim do ano – o Estado considerou que as festas de Natal e Ano Novo costumam provocar aglomerações, facilitando a transmissão de doenças respiratórias como a Covid-19.

Para Sylvia Lemos Hinrichsen, consultora de biossegurança da Sociedade Brasileira de Infectologia e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), vão existir “vai e vem” de medidas de proteção porque tudo depende do cenário. ”Vai depender de como ficam os testes das farmacêuticas, vão avaliar em cima da nova variante se as vacinas vão ser aplicadas e em que nível. Precisamos ter mais ideias sobre a transmissibilidade e formas clínicas”, afirma. “O mais acertado no momento é estar atento, seguir as medidas de barreira e se vacinar.”

Ulysses Strogoff de Matos, infectologista do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, acredita que a decisão de retirar a obrigatoriedade havia sido precipitada e que esse não deveria ser o foco principal agora, quando ainda morrem centenas de pessoas por dia pela doença no País. “A discussão deveria ser como a gente vai fazer a produção de vacina nacional, como vai fazer a produção de medicamentos que estão se mostrando eficazes, como está a adequação dos ambientes de trabalho e escola, incentivando as pessoas a se vacinarem”, afirma.

A variante Ômicron foi identificada no final de novembro e classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “variante de preocupação”. Especialistas acreditam que ela seja mais transmissível que as cepas já conhecidas, mas ainda não há informações concretas sobre a gravidade nem se escapa às vacinas já existentes. No Brasil, já foram identificados cinco casos da Ômicron – três em São Paulo e dois no Distrito Federal, até a tarde desta quinta, 2.

“Não temos que ter desespero para retirar máscaras, mas sim para controlar a Covid. Mesmo que a situação estivesse controlada em São Paulo, não poderia tirar porque ele está no Brasil e o Brasil está no planeta”, diz o infectologista Matos.

Vacinação

Rio Preto seguirá o Estado e o novo intervalo de aplicação da dose adicional da vacina contra a Covid para adultos caiu de 5 para 4 meses. A medida começa a valer nesta sexta-feira, 3.

Todos que receberam a segunda dose dos imunizantes Coronavac, AstraZeneca e Pfizer até o dia 3 de agosto poderão procurar uma unidade de saúde. Já aqueles que foram imunizados com a dose única da Janssen continuam sendo vacinados com a dose adicional em intervalo entre doses de dois meses. No estado de São Paulo, essa dose está sendo feita com o fabricante Pfizer.

Rio Preto tem 80% de sua população vacinada com duas doses, mas ainda tem 28.994 faltosos de segunda dose e 21.782 de dose de reforço.

Para se imunizar em Rio Preto, basta ir até uma unidade básica de saúde. Os endereços de todas elas podem ser conferidos em www.riopreto.sp.gov.br/mapavacinas.

Cidades sem óbitos no mês

Das 120 cidades da região de Rio Preto, 87 delas, o que corresponde a 72%, não registraram nenhuma morte por Covid-19 em novembro, de acordo com levantamento feito pelo Diário com base em dados do governo do Estado.

Em Rio Preto, onde os boletins epidemiológicos passaram a ser divulgados semanalmente, foram confirmados nesta quinta-feira, 2, mais 71 casos e duas mortes por Covid-19. A cidade totaliza 98.462 testes positivos e 2.824 óbitos.

Um dos municípios que não registrou óbito por coronavírus é Olímpia, que desde 14 de outubro não tem mortes por coronavírus e onde a cobertura vacinal está em quase 90%, de acordo com a Prefeitura. “O cenário epidemiológico da Covid tem apresentado melhora em nosso País e Olímpia segue esta tendência positiva. O avanço da vacinação é o principal fator responsável pelas quedas nos índices e, o mais importante, por evitar casos graves e óbitos em decorrência da doença”, afirma o prefeito, Fernando Cunha. (MG)

Máscaras

Higienize as mãos antes e depois de colocar a peça (lave com água e sabão, ou aplique álcool em gel 70%)

A máscara deve cobrir queixo, nariz e ficar justa ao rosto

Para colocar, ajustar ou retirar, sempre utilize as alças ou o elástico

Não toque no pano da máscara e não a remova para falar, tossir ou espirrar

Se a máscara ficar úmida ou molhada, troque por uma limpa e seca

Máscara não substitui isolamento social. Se puder, fique em casa

Millena Grigoleti – diarioweb.com.br

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