Intervenção remove sedimentos acumulados, recupera áreas das margens e amplia a capacidade de armazenamento do manancial de captação da cidade
Mais uma etapa das obras de desassoreamento da Represa Municipal “Prefeito Luiz Garcia De Haro” entrou na reta final em Votuporanga. Executada pela SP Águas, por meio do Programa Rios Vivos, o trabalho é acompanhado opela Saev Ambiental e integra um conjunto de intervenções realizadas para recuperar a capacidade de armazenamento do principal manancial de captação do município.
Os serviços estão concentrados na limpeza e no desassoreamento das margens da represa, em uma extensão de 1,2 mil metros. O investimento destinado aos trabalhos é de R$1,8 milhão. A execução mobiliza profissionais e equipamentos especializados para a retirada dos materiais acumulados ao longo das margens.
“A chegada à reta final representa o avanço de um trabalho aguardado há anos e fundamental para o futuro do abastecimento da cidade. Estamos recuperando a represa, ampliando sua capacidade de armazenamento e fortalecendo a captação de água para a população”, afirma o superintendente da Saev Ambiental, Osvaldo Carvalho.
O desassoreamento consiste na remoção de areia, terra e outros sedimentos depositados no fundo e nas margens da represa. Esse acúmulo reduz o espaço disponível para a água e interfere na dinâmica do manancial. Com a intervenção, a expectativa é recuperar parte dessa capacidade, desobstruir áreas assoreadas e fortalecer a segurança hídrica de Votuporanga.
A perda de capacidade da represa ocorreu de forma gradual desde sua inauguração, em 1970, em razão do acúmulo de sedimentos provocado por processos naturais e pela ação humana. O reservatório, que originalmente comportava 906.781,20 metros cúbicos de água, apresentava capacidade de 332.540,70 metros cúbicos em 2021, segundo estudo batimétrico realizado pela Saev Ambiental.
As intervenções foram divididas em diferentes etapas. Em uma das fases concluídas em maio de 2025, aproximadamente 44 mil metros cúbicos de sedimentos foram retirados da área a montante da represa. O serviço contou com duas escavadeiras hidráulicas, embarcação, barco rebocador, balsa e três caminhões enviados pelo Programa Rios Vivos.
A etapa que contemplava Votuporanga e Américo de Campos recebeu investimento de R$2,9 milhões, sem custos para a Prefeitura e para a Saev Ambiental. A meta apresentada pela autarquia era criar condições para que, após a conclusão integral das intervenções, a represa voltasse a operar com capacidade de armazenamento de pelo menos 700 mil metros cúbicos.












