qua, 12 de agosto de 2026

Noroeste paulista é destaque nacional em doação de órgãos

O noroeste paulista lidera o ranking de doação de órgãos no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). A região se destaca com 46 doadores por milhão de pessoas, um número mais de duas vezes maior que a média nacional, que é de cerca de 20 doadores.

Esse resultado é atribuído a dois fatores principais: o trabalho da Organização de Procura e Órgãos (OPO) e a alta taxa de consentimento das famílias. Na região, 65% das famílias consultadas sobre a doação de órgãos de seus entes falecidos aceitam, superando a média estadual (60%) e nacional (55%).

Um “sim” que salvou uma vida

O pedreiro Samuel Antônio do Vale, de 51 anos, é um exemplo da importância da doação. Após anos convivendo com uma cirrose autoimune e ter seu quadro agravado por uma meningite, ele foi transferido de Rondônia para o Hospital de Base (HB) de São José do Rio Preto para realizar um transplante de fígado.

Em estado grave, Samuel teve preferência na fila de transplantes. Ele recebeu o novo órgão no final do ano passado. “O órgão veio e o corpo se adaptou muito bem”, celebrou o pedreiro.

Doação de órgãos e tecidos

O Hospital de Base de Rio Preto é referência na região e, apenas nos primeiros nove meses deste ano, realizou 253 transplantes. O diretor técnico do hospital, Ronaldo Gonçalves da Silva, ressalta a importância de conversar sobre o assunto em vida. “É um momento de bastante fragilidade, e as famílias precisam tomar uma decisão rápida. É importante que, em vida, as pessoas deixem clara a sua vontade de ser doador de órgãos”, explica.

A campanha Setembro Verde reforça a importância da doação, que pode beneficiar até 10 pessoas por doador falecido, além de mais de 50 pessoas com a doação de tecidos. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 71 mil pessoas aguardavam por um transplante no Brasil em junho de 2025.

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