Vítima se chama Amanda da Silva. Caso ocorreu no dia 27 de julho, em São José do Rio Preto (SP), quando partes de um corpo de uma mulher foram encontradas dentro de duas lixeiras. Marciel Dias dos Santos, de 29 anos, confessou o crime e está preso temporariamente.
A identidade da mulher que foi morta e esquartejada pelo açougueiro em São José do Rio Preto foi divulgada nesta terça-feira (18). A vítima foi identificada como Amanda da Silva. O caso foi descoberto no dia 27 de julho, quando partes de um corpo de uma mulher foram encontradas dentro de duas lixeiras.
Amanda tinha 30 anos, era natural de Jandira (SP), a cerca de 400 quilômetros de Rio Preto, mãe de três crianças, de quatro, cinco e sete anos, vivia em situação de rua e era usuária de drogas, segundo apurado com exclusividade pela TV TEM. Desde o dia 19 de julho a mulher estava sem contato com a família.
Marciel Dias dos Santos, de 29 anos, confessou o crime e está preso temporariamente. Em vídeos obtidos com exclusividade pela repórter Monize Poiani e a produtora de reportagens Janaína de Paula, da TV TEM, é possível ver o exato momento em que o suspeito descarta as partes do corpos em uma das lixeiras da marmitaria no bairro Parque Estoril. As novas imagens mostram ele andando na calçada, enquanto segura o saco nas mãos
O delegado responsável pelas investigações, André Amorim, da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic), informou que Marciel fez o reconhecido da fotografia da vítima e confirmou a identidade.
“A família reagiu com certa perplexidade. Nós já havíamos conversado com eles, exposto que havia uma razoável chance de ser aquela pessoa desaparecida vítima desse crime. Eles já estavam cientes dessa possibilidade”, reforça o delegado.
Segundo a Polícia Civil, a identificação foi possível após a recuperação dos antebraços e mãos da vítima, encontrados no piscinão do Parque Estoril no dia 5 de agosto.
A Polícia Científica encontrou vestígios na casa do suspeito que ajudaram na investigação. Exames apontaram a presença de sangue humano no colchão, em um chinelo e em uma mochila que, segundo os investigadores, pertencia ao suspeito.
A investigação cruzou informações sobre pessoas desaparecidas, analisaram o perfil da possível vítima, locais frequentados por ela e imagens de câmera de segurança.
O estado avançado de decomposição do corpo dificultou a identificação. Como parte do trabalho da polícia, o Instituto de Criminalística de Rio Preto desenvolveu um método para reconstruir, a partir do crânio encontrado, uma imagem aproximada do rosto da vítima.












